O presidente do Brasil, Michel Temer, perdeu um assessor-chave na sexta-feira (25), depois de ser arrastado para um escândalo de tráfico de influências que ameaça reavivar a incerteza #Política na maior economia da América Latina.

Geddel Vieira Lima, principal porta-voz do congresso de Temer, desistiu depois que ele e o presidente foram acusados ​​de exercer pressão indevida para construir um prédio no qual Lima tem uma participação. O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse à polícia que Temer o exortou a resolver um impasse sobre o projeto de construção, de acordo com uma cópia de seu depoimento que vazou para a imprensa.

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O Estado de São Paulo e outros jornais relataram que Calero gravou sua conversa com o presidente, mas essas fitas não surgiram ainda.

O real do Brasil caiu entre as principais moedas do mundo no início da sexta-feira, devido à especulação de que o possível envolvimento de Temer pode descarrilar a agenda de reforma de seu governo. A moeda enfraqueceu tanto quanto 2%, mas cortou perdas após a renúncia de Lima.

O escândalo de ética vem em um momento delicado para o governo, que está empurrando uma aprovação final de um projeto de lei de limite de gasto chave no Senado. Legisladores já estão à margem quando executivos de uma importante empresa de construção finalizam acordos com promotores com detalhes sobre propinas da estatal Petrobras para políticos. Fitas vazadas e testemunhos em torno do escândalo no início deste ano aumentaram a instabilidade política que culminou com o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff em agosto.

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O índice de aprovação de Temer situou-se em 28% em setembro, de acordo com uma pesquisa da Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria. Desde que assumiu a presidência de forma provisória em maio, Temer também perdeu três ministros por supostos encobrimentos em torno de uma sondagem de corrupção.

Temer está em negociações com o PSDB sobre a substituição de Lima, e está considerando o partido deputado Antônio Imbassahy como uma opção, de acordo com um membro do governo com conhecimento das discussões. O governo quer bater em um aliado que é capaz de obter votos para votar no Congresso, disse o funcionário.

Os legisladores da oposição planejam apresentar um pedido de processo de impeachment contra Temer, disse a senadora Lindbergh Farias do Partido dos Trabalhadores (PT). Com uma esmagadora maioria no Congresso, a coalizão de Temer é provável que rejeite o pedido e vários líderes do Congresso disseram que não viram motivos para isso. #Michel Temer