Otávio Marquez de Azevedo voltou atrás e, nesta quinta-feira (17) afirmou que não pagou propina à campanha da chapa Dilma/Temer nas eleições de 2014.

Antes e depois

Em seu depoimento anterior, Azevedo havia contado que Lula ajudou a empresa a fechar um contrato com o governo da Venezuela, na época em que o presidente daquele país era Hugo Chávez. Primeiramente, o ex-presidente da empreiteira havia dito que Lula não exigiu nada em troca. Um anos depois, porém, a Andrade Gutierrez teria sido procurada por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Vaccari teria pedido 1% do valor total do contrato, a título de doação eleitoral.

Segundo Azevedo, em reunião com Vaccari, o então presidente do PT Ricardo Berzoini e o tesoureiro do partido Paulo Ferreira, em 2008, foi feita a proposta para que a empresa repassasse ao PT um por cento dos valores de todos os seus contratos.

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Ficou acertado então que haveria o repasse na forma de doação. O referido depoimento foi dado em abril deste ano, por acordo de delação premiada, em uma das fases da Operação #Lava Jato que apura irregularidades no setor elétrico, o "Eletrolão". Neste depoimento, Otávio Azevedo confirmou o pagamento de R$ 40 milhões em propina pela Andrade Gutierrez.

Neste novo depoimento, dado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Azevedo voltou atrás e negou o pagamento de R$ 1 milhão em propina para a campanha de #Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014, conforme havia relatado em setembro. O ex-presidente da empreiteira diz agora que a doação foi legal.

De acordo com a defesa da ex-presidente Dilma, este dinheiro chegou à campanha através do PMDB.

Entre os 25 testemunhos de acusação, neste processo movido pelo PSDB, o de Azevedo era o único que afirmava haver irregularidade na campanha.

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Embora este valor tenha sido doado ao PMDB, quem assinou o recibo foi o tesoureiro da campanha de Dilma, o ex-ministro Edinho Silva.

Justificando, o advogado de Michel Temer explicou que o candidato à vice-presidência tem o direito de arrecadar fundos, mas que não pode emitir recibo eleitoral.

Já o advogado do PSDB, José Eduardo Alkmin, continua insistindo na tese do "caixa 2" e diz acreditar que a nova versão dada por Azevedo não será suficiente para o encerramento das investigações. #Andrade Gutierres