No início da madrugada dessa segunda-feira (28), o repórter Roberto Cabrini ficou frente a frente com o ex-governador do Rio de Janeiro, #Anthony Garotinho. O apresentador do programa “Conexão Repórter” do #SBT conseguiu uma #entrevista exclusiva com Garotinho, que está se recuperando da cirurgia no coração e também cumprindo prisão domiciliar, em seu apartamento no bairro do Flamengo, no Rio.

Confira os principais pontos da entrevista de Anthony Garotinho

Homem-bomba

A entrevista (primeira após a prisão de nove dias) foi muito tensa, pois o ex-governador adotou um tom de desafio, afirmando que “é um homem-bomba e que pode derrubar muita gente poderosa”.

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Garotinho mostrou ao repórter do SBT, uma pilha de papéis, aos quais ele afirmou que tratam de provas contra diversas pessoas envolvidas em esquemas de corrupção, entre elas, pessoas ligadas ao também, ex-governador, Sérgio Cabral.

Perguntado sobre o seu envolvimento no programa social “Cheque Cidadão”, no qual é acusado de ter comprado votos, Garotinho disse que não se envolveu em nenhum esquema, e que ao contrário, sempre foi um combatente de esquemas de compra de votos e disse que apresentará provas de sua inocência em breve.

Medo da morte

Cabrini entrevistou a mulher de Garotinho, a prefeita da cidade de Campos, Rosinha Garotinho, que afirmou que teve muito medo de perder o marido, no período em que o ele esteve em dois hospitais e também, quando foi transferido para o Complexo Penitenciário de Bangu, ao qual permaneceu por 24 horas.

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“Tive medo de perdê-lo, porque ele sabe muito e eu não quero acreditar, que a ida dele para lá, tenha sido intencional”.

A prefeita também afirmou que a prisão de seu marido foi um “ato de retaliação”, daqueles que no futuro, serão denunciados pelo ex-governador.

Já o marido de Rosinha, teme que se voltar a penitenciária de Bangu, seja morto pelas pessoas que ele mandou prender, quando exerceu o cargo de Secretário de Segurança do estado do Rio de Janeiro,

Juiz e força policial

Garotinho mostrou a Cabrini as marcas e hematomas que ficaram em seu braço esquerdo ocasionado pela polêmica transferência do hospital municipal Souza Aguiar a penitenciária de Bangu. Para ele, houve uma grande arbitrariedade dos policiais com ele, e com o médico que o atendeu. Em relação a esse tema, ele disse que o juiz responsável pela ação já foi processado e terá que responder pelos atos que fez, assim como os policiais que forçaram sua saída do hospital.

Garotinho, que teve sua prisão revogada pelo TSE, responderá seu processo em liberdade. Lembrando que para ter direito a esse benefício, ele teve que pagar uma fiança de R$ 88 mil.