Anthony Garotinho é acusado de, junto com o seu filho, Wladimir Matheus, oferecer propinas milionárias para receber decisões judicias favoráveis do Juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral de Campos. A denúncia foi feita pelo próprio magistrado, que também foi quem mandou prender #garotinho, quarta-feira, na Operação Chequinho, da Polícia Federal, que apura se o político usou o Programa Cheque Cidadão – que dá 200 reais por mês a famílias de baixa renda – em troca de votos em Campos, este ano. Segundo Oliveira, pai e filho teriam oferecido R$ 1,5 milhão e, depois, R$ 5 milhões, por meio de intermediários, a conhecidos do juiz para que influenciassem nas decisões dele para que os acusados, não fossem presos.

Publicidade
Publicidade

‘’ Os fatos serão apurados, em caráter urgente, pelo Ministério Público e a Polícia Federal, pois a situação retratada é extremamente grave’’, disse o procurador regional eleitoral Sidney Madruga.

Fernandes, advogado da família Garotinho, foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado. Para o ‘’Jornal Hoje’’, da TV Globo, o criminalista disse que iria representar contra o juiz pelo crime denunciação caluniosa.

Segundo o boletim das 18h de ontem, do Hospital Quinta D’Or, o quadro clínico de Garotinho é estável, em observação clínica. Garotinho foi submetido a um cateterismo para descobrir a causa das dores no peito desde o momento da prisão.

‘Não sou acusado de corrupção’, diz Garotinho após decisão do TSE que o tirou da prisão

“Sempre confiei que a Justiça corrigiria o abuso de autoridade e a violência cometida neste caso contra mim”, afirmou Garotinho por meio de nota divulgada pela sua defesa.

Publicidade

“Não sou acusado de #Corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer desvio de verba pública, tão somente, de uma possível irregularidade eleitoral e me privar da liberdade por isso é uma verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito”, seguiu o político, que protagonizou cenas de desentendimento com agentes da PF que o levaram para o presídio de Bangu.

Em uma destas situações, ao ser levado de maca para uma ambulância rumo ao Complexo Penitenciário de Bangu, ele gritou com os agentes: “Levar é o cacete. Eu não vou. Isaías do Borel, tem um monte de preso lá que foi tudo eu que botei na cadeia. Estão doidos para me levar para lá para me matar. Sabe que quarta-feira eu tenho reunião com Dr.. (Rodrigo)Janot para entregar o resto da quadrilha. Isso tudo foi armado. Eu não vou”.

Até esta quinta, Garotinho estava em prisão domiciliar, após a relatora de seu caso no TSE, ministra Luciana Lóssio, revogar a preventiva e autorizar que ele recebesse tratamento médico no hospital antes de ir para a domiciliar. O ex-governador passou por um cateterismo no domingo e depois foi para casa. #Política