Parlamentares do PSOL protocolaram no final da tarde de hoje, o pedido de impeachment de #Michel Temer. Após três meses na presidência da República, as denúncias feitas por Marcelo Calero abalam a estrutura do atual #Governo.

Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, em depoimento à Polícia Federal, diz ter sido pressionado por Geddel Vieira Lima a intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para que fosse liberada a construção de um edifício de alto padrão, em Salvador, onde Geddel havia adquirido um imóvel ainda na planta.

O ex-ministro relata, em seu depoimento, que Michel Temer havia dito que Calero causara uma dificuldade operacional em seu gabinete, pois, Geddel estaria irritado com a negativa de sua solicitação de auxílio para liberação da construção, que havia sido embargada pelo IPHAN.

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Segundo o porta-voz do governo, Alexandre Parola, escalado por Temer para explicar o caso Calero, o presidente trata todos os ministros de igual forma, Temer apenas buscou arbitrar os conflitos entre os ministros e não há nenhuma irregularidade no caso.

Neste contexto político, que o PSOL encontra a alternativa para encaminhar o pedido de impeachment de Michel Temer à #Câmara dos Deputados, ficando agora na dependência de Rodrigo Maia (presidente da Câmara) aceitar o pedido, ou arquivá-lo.

A abertura do processo de impeachment justifica-se, segundo o PSOL, por Temer haver cometido ato de improbidade administrativa, no caso Calero x Geddel, sendo que a defesa do interesse privado acarreta crime de responsabilidade por parte do presidente da República.

Nesta conjuntura há que se pensar em um novo Brasil, pois, nos últimos noventa anos de República, dentre vinte e cinco presidentes, apenas cinco eleitos por voto popular completaram seus mandatos.

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O caos político é instaurado a cada ação passível de punição, ou não. A trajetória política de nossos governos demonstra que nossa democracia é frágil, que os políticos lá estão com o aval do voto popular, mas, não estão nos seus cargos para a formação de um país melhor e sim na defesa de seus interesses pessoais, causando um imenso descrédito e permanente desinteresse da população, após as eleições.