A polêmica entre os deputados #Jean Wyllys (Psol-RJ) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aconteceu exatamente no dia 17 de abril durante a votação do impeachment da ex- presidente Dilma Rousseff.

Depois que o deputado Jean Wyllys votou e justificou o seu voto, informando que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff seria um golpe de Estado, ele teria cuspido em direção ao deputado #Jair Bolsonaro.

A Mesa Diretora da Câmara representou contra Jean, e, em sua defesa, Wyllys assumiu que realmente tinha cuspido em direção ao deputado Bolsonaro e justificou que o fez devido às provocações e xingamentos que o colega fez. A corregedoria afirma que isso é uma "falta gravíssima", mas que não seria motivo para a perda de mandato.

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Para o ex-corregedor da Câmara, Carlos Mannato, que defendeu uma punição ao parlamentar do PSOL, o deputado tem que ter um afastamento temporário.

O que deixou o deputado Wyllys mais escandalizado é que o deputado Bolsonaro o chamava de "franguinha", "queima rosca" e "viadinho".

Bolsonaro, por sua vez, nega ter dito qualquer palavra homofóbica para o deputado Jean e confessa que ficou surpreso com tal ação do colega deputado. Por sua vez, o deputado Glauber (Psol) defendeu Jean, informando que Bolsonaro estaria mentindo em seu depoimento.

Bolsonaro ainda insinuou que Glauber iria defender Jean e falou em direção ao deputado Glauber. "Faça essa carinha quando estiver com Jean Wyllys, ele vai gostar muito, vai gostar desse biquinho".

Para José Carlos Araújo (PR-BA), isso foi uma falta muito mais que gravíssima.

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"No meu tempo, qual fosse a gravidade do fato, pediam perda do mandato. Isso me incomodava. Tudo tem que ter uma gradação".

A corregedoria decidiu deixar a representação nas mãos do Conselho de Ética.

Jean Wyllys enfrenta outro processo

Jean Wyllys também é alvo de outro processo pelo partido (PSC), que pede a cassação do mandato do deputado.

O deputado Jean está sendo acusado por ter publicado em sua rede social sobre o pastor e deputado Marco Feliciano, o deputado Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro. "O discurso de ódio proferido por essas pessoas pode levar pessoas de bem a praticar atos de violência física contra membros da comunidade LGBT".

O PSC informa que o "desequilíbrio manifestado pelo deputado também pode levar os seus simpatizantes a praticar atos de violência". #Política