Nesse sábado (19), a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) fez um pedido para que seja instaurado um inquérito na Polícia Federal para que seja investigado, a denúncia de que o ex-governador Anthony Garotinho teria feito uma oferta milionária (R$ 5 milhões) ao juiz Glaucenir Silva de Oliveira para “influenciar as futuras decisões do magistrado”. A denúncia teria sido feita pelo próprio juiz que atua na 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes.

Segundo a denúncia, a proposta “indecente” de suborno não teria sido feita de forma direta ao juiz e sim por terceiros ligados ao ex-governador. Terceiros esses que, se aproximaram de pessoas próximas ao juiz.

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Na realidade, segundo o jornal “O Globo” teriam sido feitas duas propostas, uma de R$ 1,5 milhão e outra de R$ 5 milhões.

Oferta de suborno teria sido feita há um mês

O eventual “suborno milionário” teria sido feito há um mês. Segundo o próprio juiz, a informação do suborne teria vindo à tona somente agora para que fossem preservadas as investigações que estavam em andamento e que resultaram na prisão do ex-governador.

No ofício encaminhado nessa sexta-feira (18), o juiz deixou claro a gravidade da proposta feita pelo ex-governador. Na ótica do juiz, a tentativa foi um caso “grave de #Corrupção”.

Outro lado

O advogado de #Anthony Garotinho, Fernando Augusto Fernandes afirmou que a acusação feita contra o seu cliente é caluniosa e que representará contra o magistrado na #Justiça. Ele garantiu que entrará com uma ação de ‘denunciação caluniosa’.

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Além dessa ação, o advogado também entrará com ações de ‘abuso de autoridade’ devido às cenas que ele classificou como “grotescas” feitas pelos agentes da Polícia Federal ao forçar a transferência do ex-governador do hospital municipal Souza Aguiar para o hospital penitenciário de Bangu.

Porém, essa determinação judicial foi cancelada, pois uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral determinou que Garotinho fosse novamente transferido para um hospital particular na madrugada desse sábado, porém a liminar pode ser derrubada a qualquer momento já que é cabível de recurso.