Com o aprofundamento das investigações da Operação Lava-Jato, o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, parece se fechar. A Lava-Jato é comandada em primeiro grau pelo juiz federal Sérgio Moro, a partir das dependências da sede da Justiça Federal do Paraná, na capital Curitiba. O juiz paranaense investiga uma sére de crimes praticados por políticos, empresários e operadores do esquema de #Corrupção, que resultaram em desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. Lula é réu em processos da Operação Lava-Jato, por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente da República foi intimado nesta quinta-feira (17) a comparecer em Curitiba, para que possa acompanhar a instrução do processo em que ele próprio é réu.

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Além do ex-presidente da República, também estão intimados a estar na sede da Justiça Federal do Paraná, sua esposa Marisa Letícia e o presidente do Instituto Lula, e um dos mais próximos amigos do ex-mandatário, Paulo Okamoto.

Acompanhamento de depoimentos

Tanto o ex-presidente Lula, quanto a ex-primeira dama Marisa Letícia e Paulo Okamoto, deverão se apresentar à Justiça Federal, para acompanhar os depoimentos no âmbito da Lava-Jato, dos empreiteiros Eduardo Leite, Dalton Avancini e Augusto Mendonça.Ambos depoimentos estão agendados para o dia 21 de novembro. Além deles, para a mesma data, está agendado depoimento do ex-senador Delcídio Amaral. Todos são delatores do mega esquema de corrupção e citaram benefícios que foram concedidos a Lula, através de contratos fraudulentos firmados entre as principais construtoras do país e a Petrobras.

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A série de depoimentos agendados para força-tarefa da #Lava Jato, estabelecem que no dia 23 de novembro, prestem esclarecimentos os ex-diretores da estatal, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, além do ex-gerente Pedro Barusco e o ex-deputado federal Pedro Corrêa. Já no dia 25 de novembro, será a vez dos depoimentos do doleiro Alberto Youssef, lobista Fernando Soares e os empresários José Carlos Bumlai e Milton Pascovitch.

O ex-presidente Lula é acusado de ter sido beneficiário diretamente através de pagamento de propina de três contratos da empreiteira Odebrecht com a Petrobras. Entre as vantagens indevidas concedidas a Lula nos processos em que está envolvido nos escândalos de corrupção da Petrobras, constam a reforma de um sítio em Atibaia-SP, além de um apartamento tríplex, em Guarujá, litoral do Estado de SP.