As investigações da força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, fecham o cerco ao ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. A Lava-Jato é considerada uma das maiores, senão, a maior operação de combate à #Corrupção de que se tem notícia no Brasil e é comandada em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal de Curitiba, no Estado do Paraná. As apurações da força-tarefa solicitou ao juiz federal Sérgio Moro, que possa determinar uma análise profunda de todo o conteúdo do acervo que é supostamente pertencente ao ex-presidente Lula. O acervo apreendido pelos investigadores, encontra-se na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, em São Bernardo do Campo-SP.

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Parte do acervo corresponde ao período de 2003 a 2010. Entretanto, há uma outra parte de todo o acervo encontrado, que está acondicionada em um cofre do Banco do Brasil, na região do Centro velho da cidade de São Paulo. Segundo o ex-presidente Lula, este acervo localizado na capital paulista, são "tralhas", em suas próprias palavras, em que o mesmo alega ter recebido como "presentes", durante o período que exerceu os dois mandatos presidenciais.

Inscrições curiosas

As caixas contidas no acervo encontrado no sindicato possuem inscrições curiosas. Nas caixas, há descrições como: "sítio" e "praia". O que mais intriga os procuradores, é que tanto o sítio de Santa Bárbara, em Atibaia, quanto o tríplex do Guarujá, são alvos de investigação contra o ex-mandatário. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC solicitou ao juiz Sérgio Moro, que fosse liberado o depósito onde estão armazenados os bens do acervo pessoal de Lula e que anteriormente estava armazenado na Granero Transportes.

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Já a Polícia Federal afirmou, de acordo com um laudo anexado à Lava-Jato, que "o depósito não possui condições de segurança, que possibilitem que ele seja lacrado, haja vista que o local é compartilhado por outras instituições", segundo o laudo da PF.

Com base no laudo apresentado, a Procuradoria da República solicitou que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, "seja intimado para que informe se existe separação física dos bens atribuídos ao ex-presidente Lula, além de determinação da preservação física das caixas, no estado em que elas se encontram, já que se trata de elementos probatórios de crimes em apuração na ação penal". O ex-presidente Lula é acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no esquema de propinas da Petrobras. A denúncia do MPF sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões, de um total de R$ 87 milhões de corrupção na estatal petrolífera, provenientes da empreiteira OAS, no período compreendido entre 2006 e 2012. #Lava Jato