A Polícia Federal, através de um trabalho minucioso sob o âmbito da Operação Lava-Jato, se aprofundam nos desdobramentos das investigações sobre a real propriedade do sítio Santa Bárbara, localizado na cidade de Atibaia, no interior do estado de São Paulo. A Lava-Jato é a maior operação de combate à #Corrupção em curso no Brasil, e é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal da cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná. De acordo com as apurações da força-tarefa, que investiga os desvios bilionários na Petrobras, a maior estatal brasileira, que resultaram num gigantesco esquema de distribuição de propinas provenientes dos cofres públicos da empresa e que culminaram em inúmeros processos e prisões de empreiteiros, operadores, ex-diretores e ex-gerentes da estatal, além de políticos, podem acarretar num desfecho para a solução em alusão à posse do sítio de Atibaia.

Publicidade
Publicidade

Mensagens eletrônicas suspeitas

A Polícia Federal obteve acesso à mensagens eletrônicas encaminhas através de e-mail, que comprovam que o ex-assessor presidencial do gabinete pessoal do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, coordenou todo o conjunto de reformas do sítio de Atibaia. Trata-se de Rogério Aurélio Pimentel. Os e-mails são parte de um relatório da força-tarefa da #Lava Jato. Segundo os investigadores,as mensagens foram trocadas entre o engenheiro Igenes Irigaray Neto e Rogério Pimentel. Irigaray Neto foi o responsável por cuidar das obras pessoalmente no sítio. O -ex-assessor de #Lula se referia às obras como a "residência Atibaia". Em um dos e-mails datado de 22 de novembro de 2010, Pimental envia mensagem ao engenheiro da obra sobre a "Proposta de sauna (Residência Atibaia), que ficou perfeito" O mesmo informa que iria conversar com Fernando Bittar, um dos donos da propriedade.

Publicidade

A Polícia Federal atribui a propriedade do sítio ao ex-presidente Lula, já que Bittar, seria um espécie de "laranja". A PF dispõe de evidências encontradas no apartamento de Lula, como 130 recibos de material de construção usados na reforma, além de notas fiscais em nome de Pimentel. O valor total direcionado ao engenheiro foi de R$ 262 mil, pago através do Grupo Bertin. O ex-presidente Lula responde a inquérito por ter adquirido benesses dos empreiteiros que reformaram o sítio, cujo registo está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, ambos sócios de um dos filhos de Lula.