Esta marcada para a tarde desta terça-feira (8) a audiência em que o juiz Sérgio Moro, comandante da operação #Lava Jato, vai ouvir o ex-deputado federal Sibá Machado. Ex-líder petista da Câmara dos Deputados e atualmente Secretário do Desenvolvimento Florestal do Estado do Acre, Sibá, que se manteve afastado do cenário político nos último tempo, agora deverá ser destaque pelo depoimento na Lava Jato.

As informações são de autoria do noticiário da revista "Época", a qual revelou que Sibá deverá responder perguntas relacionadas aos desvios que ocorreram na #Petrobras. As questões referem-se ao esquema fraudulento das licitações para a restruturação do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes).  As investigações são oriundas da 31ª fase da Operação Lava Jato, batizada como Operação Abismo.

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Esta não é a primeira vez que Sibá se apresenta ao juiz Moro. No meio do ano passado, mais propriamente em julho, o fiel escudeiro da ex-presidente Dilma Rousseff foi inquerido por Moro em outra audiência sobre o ex-tesoureiro, João Vaccari Neto. Sibá logo reagiu informando que não conhecia de perto o dirigente petista, descartando qualquer envolvimento na fraude da Estatal.

Vaccari foi acusado de mediar os repasses e os desvios de fortunas, as quais chegavam a suas mãos para a eventual distribuição. O ex-tesoureiro tinha vinculo direto com as empreiteiras, inclusive a Odebrecht, a qual criou um departamento somente para as negociatas da Petrobrás, o local era camuflado e seguro para a consolidação dos pagamentos de propinas. O petista até o momento não assinou nenhum acordo de delação premiada e encontra-se preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná.

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Apesar de o ex-deputado afirmar que não possui intimidade com ex-tesoureiro, teve seu nome arrolado como testemunha de defesa do militante em julho em 2015. Logo foi intimado e prestou depoimento por videoconferência, respondendo somente o básico e de forma sucinta. Sibá ainda afirmou que o seu contato com Vaccari se "limitava em reuniões oficiais do partido".

Ainda em 2015, foi confirmado um almoço que ocorreu em um famoso restaurante no Rio de Janeiro entre o ex-deputado petista e o "almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva", ex-diretor da Eletronuclear. A descoberta se deu em decorrência de relatórios da Polícia Federal (PF), o episódio aconteceu faltando 25 dias antes da prisão do empresário ser decretada pela Justiça Federal.

Naquele período o ex-diretor estava afastado da Estatal, Othon era suspeito de receber vantagens indevidas (propinas) vinculadas aos contratos da obra de "Usina Angra 3". A operação foi realizada na 31ª fase, após um desdobramento da Operação Lava Jato, o ex-diretor foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. #Sergio Moro