O atual presidente da Câmara dos Deputados, #Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu uma entrevista exclusiva e tentou “esclarecer” o assunto que está tomando conta das redes sociais e da opinião pública sobre a anistia à “prática de caixa dois”. Durante a entrevista, Maia fez questão de afirmar que toda a repercussão atribuída ao assunto é uma “falsa #Polêmica” e que, na verdade, não existe a possibilidade de “anistiar um crime que não existe”.

Veja os principais pontos da entrevista

Adiamento da votação do pacote anticorrupção

Questionado sobre quais seriam os motivos que levaram ao adiamento da votação em plenário da Câmara do pacote de medidas anticorrupção, Rodrigo Maia afirmou que não “houve tempo” para que a Comissão Especial trabalhasse com mais intensidade sobre o assunto e que, por esse motivo, o texto final ainda será analisado e a votação adiada.

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Pressão pública

Sobre a pressão pública em torno das novas normas sobre o crime de caixa 2, Maia afirmou que realmente existe muita pressão por parte da sociedade. E que essa pressão, foi gerada pela “falsa polêmica” da possibilidade de anistia. Sobre esse assunto, ele voltou a dizer que não existe a possibilidade de “anistiar um crime que não existe”. Na opinião dele, é preciso punir o que ocorrerá após a aprovação das novas medidas e não o que ocorreu antes.

Possibilidade de anistia

Sobre o tema que está sendo levantado de que muitos políticos serão anistiados, caso ocorra a aprovação desse novo conjunto de normas, principalmente os políticos investigados pela Lava Jato, Maia afirmou que a sociedade “está sendo levada a acreditar” em coisas que não existem. Na opinião dele, existe uma tipificação do crime de caixa 2.

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E que a sociedade, está recebendo informações erradas sobre o tema e que na verdade, não fazem nenhum sentido. Para ele, a sociedade está sendo confundida.

Corporativismo

Questionado sobre a possibilidade de os políticos tentarem se proteger através da aprovação das novas medidas, Maia afirmou que não existe essa intenção de proteção e que a única preocupação é a de 'caracterizar como crime', assim como consta no projeto das “Dez Medidas contra a Corrupção” o crime de caixa 2.

Ao final da entrevista, ele afirmou que, nos últimos 15 anos, se houve a condenação de um ou dois políticos sobre crime de caixa 2 no Tribunal Regional Eleitoral (TER) foi muito e que, realmente, houvesse a preocupação com eventuais “investigações na justiça”, o Congresso simplesmente não votaria a matéria. #Congresso Nacional