Após intensos protestos durante todo o dia, os manifestantes que invadiram a Assembleia Legislativa do Estado do #Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (8) deixaram a casa. O grupo, formado em maioria por bombeiros, policiais civis, colaboradores do sistema penal e militares, além de aposentados e pensionistas, condena as medidas do pacote de austeridade anunciado na última semana pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Apelidado de "pacote de maldades", o projeto de lei prevê o desconto de 30% dos vencimentos de inativos isentos para reforçar o caixa da Previdência do Rio, o aumento das alíquotas de contribuição previdenciária (de 11% para 14%), a suspensão de reajustes já concedidos, o fim de programas sociais (Renda Melhor e Aluguel Social) e a extinção de órgãos públicos, além de uma contribuição extraordinária de 16% de todos os servidores que recebem mais de R$ 5 mil, por tempo indeterminado..

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As medidas impactam, principalmente, na área de Segurança Pública. Por conta disso, lideranças da Polícia Civil, sindicatos de agentes e delegados, e peritos papiloscopistas entregaram, à Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, uma carta de repúdio.

Durante o ápice da invasão, a Polícia Militar contabilizou cerca de dez mil manifestantes. No fim da tarde o número era de aproximadamente três mil pessoas. Algumas salas da Alerj, como a da vice-presidência, foram depredadas, e alguns tapumes do Palácio de Tiradentes foram arrancados.

Justiça suspende aumento da contribuição

O desembargador Custodio de Barros Tostes concedeu, ainda nesta terça (8), liminar suspendendo a tramitação do projeto de lei que prevê o aumento da contribuição previdenciária de servidores e inativos. O magistrado alega que há "aparente ilegalidade" na medida proposta pelo executivo.

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Desta forma, o Legislativo não pode dar sequência ao texto.

Pezão reassumiu cargo no início do mês

O pacote de medidas foi anunciado na mesma semana em que Pezão reassumiu a posição de Governador, após passar sete meses de licença para tratar um linfoma não-Hodgkin. #Governo