Um grupo de cerca de 80 pessoas invadiu o plenário da #Câmara dos Deputados na tarde desta quarta feira. O grupo se diz apartidário e entoou palavras de ordem como "nossa bandeira jamais será vermelha", "General Já!" e "viva Sérgio Moro!". Eles dizem querer maior participação do povo na #Política brasileira e a prisão de todos os políticos envolvidos em casos de corrupção. Ouviram-se também palavras de ordem clamando por uma intervenção militar. Alguns manifestantes se pronunciaram a favor do fechamento do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados.

Integrantes do grupo afirmam que participaram de manifestação ocorrida ontem em frente ao Congresso e decidiram invadir o Poder Legislativo.

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Apesar de não apresentar nenhum manifesto ou levantar alguma bandeira partidária ou ideológica, é possível perceber, pelas palavras de ordem entoadas, que o grupo está ligado ideologicamente à extrema direita. Entre as reivindicações dos manifestantes estão, por exemplo, o "fim do comunismo no Brasil". O vice-líder do Governo na Casa, Darcísio Perondi (PMDB), afirmou que eles leram uma pauta extensa que engloba desde temas como o fim de aposentadorias milionárias de juízes e parlamentares até o pedido explícito de intervenção militar.

Os deputados Beto Mansur (PRP-SP) e Lincon Portela (PRB-MG) negociam a retirada dos manifestantes, que afirmam não terem intenção de sair, a não ser que o exército compareça para os retirar. A sessão na Câmara, que era presidida pelo deputado Waldir Maranhão (PP) no momento da invasão, foi suspensa.

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Houve tumulto e pancadaria no local, além de troca de acusações entre manifestantes e policiais legislativos. Uma porta de vidro do local foi quebrada. Não há informações sobre pessoas feridas.

O plenário da Câmara dos Deputados segue ocupado pelos manifestantes por tempo indeterminado. Jornalistas foram retirados do local e não podem acompanhar as negociações entre deputados e o grupo invasor. Deputados afirmam que o plenário será desocupado em breve, mas não arriscam dar um prazo. Como se trata de um grupo extremista, o uso da força para remover os manifestantes do local não foi descartado. #invasão do plenário