Após amargar uma derrota nas urnas no segundo turno das eleições cariocas para a prefeitura, tendo obtido uma alta rejeição, #Marcelo Freixo, do PSOL concedeu #entrevista ao jornal O Globo na qual comentou sobre a crise que a esquerda enfrenta, com suscessivas derrotas ao redor do país.

Freixo assinala como a pior derrota desde a ditadura militar, ao comentar sobre a crescente onda conservadora que tem superado partidos de esquerda nas últimas eleições. Freixo diz que a esquerda precisa assumir sua culpa ao invés de atribuir a responsabilidade a outros atores do cenário político, fazendo com que todo o projeto da esquerda pague por essa situação.

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Também destaca o deputado que todo o sistema de governo tem um fim de ciclo e que a esquerda está pagando pelos erros cometidos pelo PT, partido esse que teve o apoio do PSOL no segundo turno das últimas eleições presidenciais.Com relação às eleições deste ano, Marcelo Freixo admitiu que a esquerda ainda possui pouca penetração na zona oeste e que o novo prefeito eleito, Marcelo Crivela, aproveitou dessa deficiência para conquistar votos nessa região. Vale a pena destacar que o PSOL só conquistou a maioria dos votos na zona sul. O deputado afirmou que diferente de sua candidatura, a campanha de Crivella teve um apelo popular mais forte ao que atribuiu à influência da Igreja Universal e da Rede Record.

Ao comentar sobre os momentos finais do processo eleitoral, Marcelo Freixo relata que o PSOL teve uma reação demorada, por conta de uma falta de maturidade.

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Constantemente, Freixo atribuia a Crivella responsabilidade à veiculação do que chamou de "boatos", porém, deve-se destacar que Crivella também foi alvo de ataques duros por parte da campanha do PSOL e de sua militância e inclusive ganhou direito de resposta contra algumas críticas infundadas por parte da oposição. Freixo não admitiu o erro em seu discurso na Lapa, no qual se referiu ao processo de impeachmente da presidente Dilma Rousseff como "golpe". Utilizou o argumento de que o resultado de sua fala era "uma resposta do Rio ao partido golpista do PMDB". Após o resultado das eleições, Freixo não se deu ao trabalho de ligar para o candidato #Marcelo Crivella para parabenizá-lo pela vitória, porque, segundo ele se trataria de uma ação hipócrita, já que na opinião do candidato, a campanha de Crivella foi baixa e desonesta. Ao comentar sobre seu futuro político, Marcelo Freixo descartou uma nova candidatura a deputado estadual. Suas principais intenções são concorrer à Câmara ou ao Senado.

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Freixo, como deputado, presidiu a CPI das Milícias, e por conta das ameaças sofridas, passou a ser escoltado constantemente por seguranças particulares. O maior medo do candidato é perder essas regalias quando findar seu mandato de deputado estadual. — Minha situação não é igual a outra qualquer. Não tenho nenhum problema de voltar a dar aula (ele é professor de História). Minha única preocupação de ficar sem mandato é a questão da segurança. Mas também não posso pautar minha vida por isso — diz Freixo.

Em tempos de crise no Rio de Janeiro, em que a criminalidade toma conta da cidade buscando intimidar a polícia, políticos como Marcelo Freixo se agarram a todo o custo, com unhas e dentes a cargos políticos e fundos partidários para não perderem seus privilégios. Enquanto isso, a população sofre com o medo de sair nas ruas, com a precariedade na Educação e na Saúde e com a crise no Estado. E nessa última situação, sofrem mais os servidores públicos, com seus salários parcelados e os aposentados.