Após a confirmação do acordo de delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht esclareceu como eram realizados os repasses ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, que, por sua vez, garantiu em um de seus 300 depoimentos, o repasse do montante de R$ 8 milhões em "dinheiro vivo", ao petista.

As declarações foram originadas de uma publicação da revista "Isto é", nesta sexta-feira (11). O editorial chamou conteúdo de: "um ingrediente potencialmente devastador para o ex-presidente", por considerar um impacto destruidor que indiscutivelmente, será grande relevância ao histórico de Lula.

Apesar de nos últimos tempos o ex-presidente participar do combate contra a operação Lava Jato, realmente, a situação não soprou a favor do petista, até porque, se tornou réu em três das ações penais que tramitavam em seu desfavor.

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As acusações versão sobre os delitos de Ocultação de patrimônio; obstrução de Justiça; organização criminosa, #Corrupção passiva e tráfico de influência, dentro do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

A reportagem reforçou a tese de que já havia "uma fartura de provas contra o petista", diferentemente da argumentação de seus advogados que alegaram a falta do quesito (provas). Na verdade, a revista transparece que somente a ausência da veracidade das alegações e não do conteúdo probatório.

Então vamos ao que realmente interessa. Não é novidade que dentro da Construtora Odebrecht existia o "setor de Operações Estruturadas da Odebrecht", ou seja, era uma espécie de departamento de propinas, em que se realizavam todas as tramoias (repasses ilícitos), vinculados aos envolvidos desde os altos escalões como parlamentares e executivos até os funcionários da própria Petrobras, participavam da fraude.

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Tudo era bem organizado com o mais rigoroso sigilo, os acessos eram totalmente restritos a utilização de codinomes para preservarem as suas identidades, além disso, usufruíam de senhas e códigos secretos, conforme planilhas de demonstrativos apreendidos em diligências de realizadas pela polícia Federal (PF), na sede da Construtora.

A colaboração com a Justiça envolvem aproximadamente 75 executivos, inclusive, Marcelo Odebrecht, que confirmou em um dos seus depoimentos o repasse de R$ 8 milhões em "espécie", ao ex-presidente Lula. Segundo a reportagem, os investigadores consideraram a estratégia como um "método clássico" da operação fraudulenta de corrupção. No entanto, essa opção de pagamento em "dinheiro vivo" é bastante empregada quando não há intensão de deixar indícios sobre o montante, favorecendo ainda sonegação de impostos.

Entretanto, a publicação enfatizou a possibilidade de o petista ter participado de todo o esquema, pois, quando se propôs a receber propina, naturalmente, tinha plena convicção das armações da Empreiteira, ou de certa forma, acreditou que a impunidade talvez não existisse, afirmou.

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Por fim, a revista argumentou que Lula passou a ministrar palestras pelo mundo inteiro, circunstâncias essas que sustentavam a origem do seu patrimônio, mas que não explicavam o motivo dos pagamentos em "espécie", ou seja, "dinheiro vivo". Ademais, são exatamente essas questões que não foram devidamente elucidadas, que talvez tenha fomentado a decisão do juiz Sérgio Moro, quando resolveu acolher a denúncia dos procuradores da força-tarefa, da operação #Lava Jato, promovendo Lula à condição de réu.