A delação premiada considerada "bombástica" do empresário Marcelo Odebrecht, eleva a tensão política no País. O empresário que é dono de uma das maiores empreiteiras do Brasil, firmou acordo de colaboração premiada junto à Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, comandada em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal de Curitiba, no estado do Paraná. O empresário que encontra-se preso na capital paranaense, envolveu diretamente a ex-presidente da República, #Dilma Rousseff, nos escândalos de #Corrupção, provenientes de desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. Segundo dados fornecidos do acordo de colaboração premiada de Marcelo Odebrecht, Dilma teria sido citada como beneficiária como intermediária direta de dinheiro que tinha origem em caixa 2.

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A ex-presidente foi citada cerca de dezoito vezes por diretores da empreiteira Odebrecht. Entretanto, os depoimentos mais comprometedores teriam partido de declarações do dono da construtora, empresário Marcelo Odebrecht.

Encontros pessoais com Dilma

Marcelo descreveu aos procuradores da Lava-Jato, que se encontrou por três vezes com Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada. Não havia registro na agenda oficial do governo. Os encontros teriam ocorrido logo após a sua posse na presidência do País, em 2011 e também após a reeleição em 2014. Um dos trechos mais comprometedores dos depoimentos de Marcelo, dão conta de que em uma dessas ocasiões, Dilma teria negociado com Marcelo, pagamentos através de caixa 2 para a sua campanha. Outra informação extremamente importante que intriga a força-tarefa da #Lava Jato, e que segundo o empresário Marcelo Odebrecht, foi alvo de um dos encontros pessoais com Dilma, trata-se da intervenção da ex-presidente, para que fosse liberado, através do BNDES, repasses de dinheiro ilícito para a construção do porto Mariel, em Cuba.

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O financiamento alcançaria a quantia de US$ 600 milhões, através do banco de fomento brasileiro e com a obra sendo realizada pela construtora Odebrecht. A promessa de Dilma, é que o assunto seria resolvido em 24 horas. A suspeita dos investigadores, recai sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria atuado junto ao BNDES para angariar a liberação desses recursos para a construção do porto cubano.