Maria do Rosário declarou, na última terça-feira, 1, que os alunos que estão ocupando escolas em várias cidades brasileiras, são um exemplo para o Brasil, pois estão transformando unidades escolares em "um espaço seu e lutando por uma educação de qualidade".

Por conta das ocupações, alunos das unidades invadidas poderão perder o direito de ter férias de verão, pois terão de cumprir o calendário do ano letivo de 2016, em janeiro de 2017. Além disso, o MEC (Ministério da Educação), precisou adiar a prova de mais de 240 mil inscritos no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), por conta das instituições de ensino ocupadas.

A deputada Maria do Rosário vê todos esses problemas com bons olhos, pois acredita que os alunos estão lutando para mudar o ensino de pouca qualidade no país.

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Rosário também critica o governo do presidente Michel Temer, acusando-o de cortar verba destinada para a saúde e educação por dez anos, por conta da PEC 241 (no Senado como PEC 55). O texto, entretanto, não realiza cortes nos dois setores, mas padroniza investimentos de acordo com a inflação do ano anterior.

Além disso, Maria afirma que ocupar escolas é pedagógico para todos os envolvidos. A parlamentar os vê como libertários que lutam pela democracia. Outros parlamentares também apoiam as ocupações. Em Minas Gerais, vários deputados estaduais aprovaram as ocupações de prédios escolares. Nos últimos dias, Maria fez várias publicações na internet em apoio ao movimento que tem ocupado escolas.

O outro lado das ocupações

Estudantes que não participam das ocupações, têm contado para jornalistas e também exposto na internet, que as mesmas não são lideradas pelos alunos, mas sim por líderes de movimentos de esquerda.

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Eles abordam estudantes dentro ou fora do estabelecimento de ensino e os convidam para lutar por mudanças, alegando que o governo estaria planejando cortar recursos da educação, demitir professores, eliminar disciplinas, entre outras coisas. Muitos alunos acabam acreditando e tomam as escolas, junto com os líderes dos movimentos. Muitas ocupações contam com o apoio de professores, diretores e demais funcionários da escola. Após ocupar o local, a escola ganha uma faixa do movimento ‘Ocupa Paraná’ ou outras variações existentes no país, além de cartazes dizendo ‘Fora Temer’.

No Paraná, estado mais afetado pelas ocupações, dezenas de escolas já foram desocupadas após mandado judicial. Em um Núcleo Educacional, o governo chegou a cortar energia elétrica e água dos manifestantes para que eles deixem o prédio o quanto antes. Pessoas que querem entrar no prédio também são impedidas, bem como a PM proíbe que comida seja levada para os manifestantes. Por outro lado, sair do local é livre. #ocupação #Manifestação #Câmara dos Deputados