O presidente do Brasil, Michel Temer, juntamente com os líderes do Congresso, Renan Calheiros e Rodrigo Maia, prometeu nesse domingo (27), bloquear qualquer tentativa dos legisladores de conceder uma anistia de corrupção enquanto tenta desarmar uma série de escândalos.

Em uma rara conferência de imprensa realizada nesse fim de semana, o presidente procurou tranquilizar os brasileiros dizendo que está lutando contra a corrupção entre a elite #Política e trabalhando para restaurar uma economia que ele previu se recuperar no segundo trimestre de 2017.

#Michel Temer, um veterano político de centro-direita que assumiu o poder após o impeachment contundente de sua antecessora esquerdista Dilma Rousseff, declarou que sua missão é salvar o Brasil de seu pior escândalo de recessão e corrupção em décadas.

Publicidade
Publicidade

O Senado se prepara para votar na próxima terça-feira (29), em um congelamento de gastos públicos de 20 anos que seria o primeiro de várias reformas profundas faturadas como medidas para restaurar a saúde da economia no país.

Sentado ao lado dos oradores do Senado e da Câmara Baixa do Congresso, Temer disse que iria vetar qualquer tentativa do legislador de conceder uma anistia sobre as doações de campanha não declaradas.

"Seria impossível para um presidente da República aprovar algo desta natureza. Nós todos concordamos que não há a menor base para seguir em frente com esta proposta", disse Michel Temer.

Ele estava respondendo à indignação pública, após uma tentativa de votar em uma lei aparentemente incluindo uma anistia para uma aceitação prévia de fundos não declarados e muitas vezes suspeitos de serem subornos em campanhas políticas.

Publicidade

Temer, que assumiu o cargo prometendo acabar com a paralisia e as lutas internas da presidência de Dilma Rousseff, também foi forçado a responder à última #Crise dentro de seu próprio gabinete.

Trata-se de um poderoso ministro, o secretário do governo, Geddel Vieira Lima, que forçou sua renúncia na última sexta-feira (25), depois que o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, o acusou de pressioná-lo para intervir em um negócio ilícito. A renúncia ministerial foi a sexta desde que Temer assumiu em maio.

O ex-ministro da Cultura afirmou que Temer também o pressionou sobre o negócio ilícito e que ele secretamente gravou as conversas com o presidente, de acordo com relatos da mídia local.

Temer disse que nunca abusou de sua influência e criticou o uso de gravações secretas.

Durante a conferencia televisiva entre Temer e os dois líderes congressistas, foi sugerido que o presidente retém um capital político suficiente para agora prosseguir com suas reformas econômicas. Ele prometeu aos brasileiros, cansados ​​da recessão econômica, mudanças positivas no país.

Publicidade

"Nós não estamos parados, estamos trabalhando para construir o crescimento e isso virá pouco a pouco. Vamos propor reformas para que o Brasil possa sair da recessão e impulsionar a indústria, negócios e agronegócios”, disse ele, prevendo "resultados" no segundo trimestre.

Mas o limite máximo de 20 anos que será seguido pelos cortes propostos para a segurança social, pensões e outras áreas politicamente sensíveis, já estão levando a uma serie de manifestações de rua, pequenas, mas extremamente zangadas com o governo do atual presidente.

Enquanto isso, Temer e a elite de Brasília enfrentam uma nova tempestade potencialmente devastadora na frente da corrupção.

Numerosos membros do Congresso e partidos políticos já foram vinculados ao suposto recebimento de dinheiro subornado e fundos de campanhas como parte do gigantesco escândalo de desfalque da companhia petrolífera estatal da Petrobras.

Isso pode se expandir em breve devido às acusações decorrentes de um pleito em massa celebrado com dezenas de executivos da construtora Odebrecht, a empresa no centro do esquema da Petrobras.

A Odebrecht sistematicamente subornou políticos e partidos, em parte para ganhar contratos inflacionados com a Petrobras.