O presidente da República, Michel Temer, pode ser acusado de crime de responsabilidade por ter pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Carelo, para encontrar uma saída de um caso de interesse do Ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. O apontamento foi feito pelo senador do Partido dos Trabalhadores (#PT), Lindbergh Farias, na noite de quinta-feira (24).

Lindbergh disse que ainda que a oposição está preparando um documento para o pedido de um #Impeachment do presidente #Michel Temer e deve ficar pronto até segunda-feira (28). O senador afirma que o atual presidente pode ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

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‘Estouro’ no governo Temer

O governo Temer passa por uma crise interna: depois do ex-ministro da Cultura, Marcelo Carelo, renunciar ao cargo, revelou que, além de Geddel Vieira Lima, Ministro da Secretaria de Governo, houve também um “enquadramento” do presidente Michel Temer para uma saída de interesse do ministro da secretaria. O interesse seria a liberação das obras do prédio La Vue, na ladeira da Barra, uma das regiões mais valorizadas em Salvador.

Segundo o jornal O Globo, amigos conversaram com Geddel e o aconselharam a pedir demissão porque a situação ficou “insustentável” após Calero denunciar o caso à Polícia Federal. O ministro, no entanto, reluta e disse que não tinha motivos para deixar o governo.

Calero garante que tem as conversas com o presidente Michel Temer gravadas. O porta-voz do governo amenizou a polêmica dizendo que o presidente quis evitar o conflito entre os dois ministros.

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Em depoimento à PF, o ex-ministro afirmou que Temer declarou que o Iphan teria criado ‘dificuldades operacionais’ e que ele deveria construir uma ‘saída’. Temer confirmou a conversa com o ex-ministro da Cultura, mas negou qualquer pressão.

“Isso foi determinante para a saída do depoente do governo”, registrou o depoimento de Calero, quando o ministro da Casa Civil, Eliseu Rocha, também teria tentando interferir na decisão.

A “bomba” das declarações e interferências foi revelada pelos jornais Folha de São Paulo e O Globo. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, deve abrir um inquérito para investigar o assunto.