#Fidel Castro morreu na sexta-feira, 25, mas só na manhã desse sábado, 26, a notícia foi anunciada publicamente e tomou os noticiários internacionais. Um dos últimos revolucionários da luta armada que obteve êxito e se manteve no poder, Fidel ainda é referência para defensores de ideologias de esquerda.

Apesar de quem não vive em #Cuba ter grande admiração pela forma como ele e seu irmão, Raúl Castro, bem como seu ex-aliado Che Guevara, tomaram o poder no país, a maior parte dos cubanos repudiam o sistema político local e a forma autoritária do #Governo dos Castros.

Por conta disso, uma multidão de cubanos que vivem em Miami, ilha americana próxima de Cuba, fizeram uma grande festa nas ruas para comemorar a morte do ditador.

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Entretanto, a alegria não muda o fato de que Raúl Castro permanece como presidente, seguindo em frente com o mesmo tipo de governo criado por seu irmão.

O anúncio oficial e suas consequências

O mundo tomou conhecimento do fato, após Raúl Castro fazer um comunicado oficial, dizendo que seu irmão havia falecido. A partir dali, milhares de cubanos saíram nas ruas do distrito de Little Havana, que fica Miami, nos Estados Unidos, para comemorar. Gritos, bandeiras, passeatas e buzinaços marcaram a madrugada.

Apesar de se encontrar na Florida, o distrito de Little Havana é habitado por cubanos que fugiram do regime de Castro na década de 70 e 80. Os mais jovens que ali vivem, são filhos dos que fugiram há 40 anos atrás.

Muitos estrangeiros, em sua maioria americanos, participaram de alguma forma, da demonstração de apoio aos cubanos, buzinando e mostrando cartazes que falavam do fim de um dos maiores guerrilheiros do mundo.

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Alguns latinos, como da Costa Rica, também demonstraram apoio e comemoraram a morte do político.

O clima em Cuba

Já no país do ex-presidente, não é possível esse tipo de manifestação e embora um número significativo de pessoas repudiem o governo, ainda existem muitos que apoiam e veem Fidel e Raúl como ídolos, ou simplesmente se acostumaram com a realidade do país e não esperam por mudanças.

Raúl decretou nove dias de luto oficial e Fidel será cremado ainda hoje, conforme pedido dele próprio. Durante toda a semana as cinzas de Fidel vão circular por todo o país, sendo enterradas daqui oito dias.

O motivo de sua popularidade

Aqueles cidadãos que ainda veem Castro como ídolo e não tentaram fugir do país, enxergam no revolucionário uma pessoa como eles, que teve a ascensão após se opor a um sistema ‘opressor’. Fidel cresceu em uma família pobre que vivia dos ganhos com o trabalho rural. Fidel se formou em direito e se envolveu com política, opondo-se ao ditador que governava Cuba em 34, Fulgencio Batista.

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Junto com 165 pessoas, realizou um ataque aos quarteis de Moncada, foi preso e condenado a 15 anos de prisão, mas graças a um decreto de anistia geral, foi liberto menos de 2 anos depois.

Em 1956, junto com 81 revolucionário, incluindo Raúl Castro e Che Guevara, iniciaram uma guerra armada que teve como consequência, além de inúmeras mortes, a tomada do poder em Cuba e a instauração do sistema socialista, sendo o único país da América a adotar esse regime político.

Repercussão diplomática

Presidentes de vários países lamentaram a morte de Fidel, não como forma de apoio ao socialismo (pois muitos deles são presidentes ou primeiros-ministros de países capitalistas), mas apenas em respeito a diplomacia, que deve ser mantida entre os Estados.

Vale ressaltar que respeito, mesmo que diplomático (necessário a todos os países, pois lidam com outras nações, independentemente de ter acordos com estes ou não), possui manifestação discricionária de cada chefe de Estado, mas deve sempre ser mantida, ainda que em silencio. Um chefe de Estado não pode ter a mesma atitude que os populares, ainda que pense como eles, pois não é útil para nenhum país a morte de um líder, uma vez que isso implica diversas disposições do direito internacional.