Embora existam pressões para que o Ministério Público seja afastado dos acordos de leniência entre as empresas envolvidas no mega esquema de #Corrupção da Petrobras e órgãos do #Governo, o ministro da Transparência do governo de Michel Temer, Torquato Jardim foi enfático na defesa da atuação do Ministério Público. Ainda segundo o ministro, ao repetir palavras do juiz Sérgio Moro, afirma que a Lava-Jato é um começo. Torquato Jardim afirmou ainda que a Lava-Jato, considerada a maior, senão, uma das maiores operações de combate à corrupção no Brasil, "é um avanço civilizatório e em relação às consequências de longo prazo e que se têm que lutar por ela", ressaltou.

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O ministro Torquato Jardim é um advogado carioca de 66 anos de idade. Ele assegura que "o Ministério Público deverá participar dos acordos de leniência, independentemente do que diga a lei anti-corrupção e do que o Congresso possa legislar", declarou.

Carta de Jimmy Carter

O ministro Torquato Jardim ao assumir o comando da pasta da Transparência, recebeu uma carta do ex-presidente americano Jimmy Carter. Na carta, cuja fundação com referência à Transparência, ambos integram, Carter foi enfático: "o compromisso do seu cargo é algo vital para que se possa salvaguardar os valores democráticos do Brasil", declarou o ex-mandatário dos Estados Unidos da América. Em uma conferência realizada recentemente, Torquato Jardim comparou a cultura de diversos países, em alusão a assuntos que tangem ao tema da "corrupção".

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Segundo o ministro, um ministro japonês se suicidou por ter desviado cerca de US$ 2 milhões. E ironizou: " aqui no Brasil, R$ 2 milhões é uma gratificação do manobrista", afirmou, em alusão aos escândalos astronômicos da corrupção no País. Ele também fez uma defesa enfática da coordenação de trabalhos entre Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Advocacia-Geral da União, no sentido de que os processos de leniência necessitam passar pela verificação de todas as instituições, para que se efetuem seus trabalhos em conjunto com o Ministério da Transparência, deixando claro que o Ministério Público não deve ser excluído dos processos que envolvem os acordos de leniência. #Lava Jato