Um ministro do governo de destaque brasileiro renunciou na ultima sexta-feira (27), após um escândalo de corrupção supostamente implicando o presidente #Michel Temer. "Estou pedindo para ser liberado de minha posição", disse o secretário do governo, Geddel Vieira Lima, em uma carta publicada na mídia.

Geddel Vieira Lima, ministro encarregado das relações com o Congresso, assinou uma carta de demissão na sequência de uma acusação de que ele e o presidente haviam pressionado outro ministro para aprovar um projeto imobiliário.

Na carta, Vieira Lima diz que, dadas as "dimensões" que as "críticas" ganharam, sentiu-se obrigado a renunciar.

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Ele elogiou Temer como um político "sério, ético e agradável".

O jornal Folha de São Paulo informou, na última quinta-feira (24), que outro ex-ministro havia dito à polícia que Temer o pressionava para intervir em um negócio envolvendo Vieira Lima. Temer negou a alegação.

O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse que Temer e Vieira Lima pediram para ele aprovar um projeto de construção na cidade litorânea do nordeste de Salvador da Bahia, onde Vieira Lima tem um apartamento, informou o jornal.

Temer, de 76 anos, assumiu o cargo de presidente interino em maio, antes de se tornar presidente em agosto, depois que sua rival de esquerda, Dilma Rousseff, foi posta em julgamento.

Vieira Lima é o sexto ministro a deixar o governo de Temer desde maio.

Ele foi um dos principais impulsionadores das políticas de Temer, incluindo medidas impopulares de austeridade que o governo diz serem necessárias para consertar as finanças do Brasil.

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Outros três renunciaram depois de serem nomeados em um grande escândalo de corrupção envolvendo a estatal Petrobras. Outra renuncia sobre irregularidades separadas.

Um suspeito-chave no caso da Petrobras teria feito alegações contra Temer. No entanto, o presidente não está sob qualquer investigação formal até agora.

O último escândalo ocorre menos de três meses depois que a ex-presidente Dilma Rousseff foi acusada de quebrar as leis orçamentárias e Temer entrou em cena, alimentando temores de que a turbulência #Política e os problemas econômicos na maior economia da América Latina estão longe de terminar.

É apenas mais uma crise em um país que foi atingido ao núcleo por uma investigação de suborno maciça envolvendo líderes empresariais e políticos poderosos, a maioria deles do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rousseff e do partido centrista PMDB de Temer.

O Brasil entrou em um boom sob o predecessor de Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas desde que o ex-presidente deixou a presidência, o país mergulhou em um forte estado de recessão econômica. #Crise-de-governo