O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, abriu um novo inquérito para investigar uma movimentação de R$ 5,7 milhões do presidente do Senado #Renan Calheiros (PMDB-AL). Esse pedido de abertura de inquérito foi protocolado, em fevereiro deste ano, pela procuradoria-geral da República (PGR), porém houve demora na escolha do relator do processo.

Nesta sexta (18), Toffoli autorizou o despacho e Renan agora é alvo de 12 inquéritos. Um deles já tem denúncia oferecida. De acordo com as investigações, a movimentação financeira do peemedebista é incompatível com o valor que ele ganha e isso causou estranheza aos investigadores.

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Esse caso é tratado com sigilo na Corte Suprema. Com a abertura de inquérito, o Ministério Público e a #Polícia Federal (PF) podem pedir quebra de sigilo bancário de Renan e pedir declarações ao presidente do Senado.

Assessoria de Renan

A assessoria do parlamentar divulgou uma nota dizendo que todos os fatos já foram esclarecidos por ele. Ainda segundo os assessores do peemedebista, ele é o maior interessado em toda essa investigação.

A PGR apura indícios de prática de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. O Ministério Publico está verificando se Renan sonegou impostos e cometeu outras infrações penais tributárias.

Afastamento

A associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) está pedindo o afastamento de Renan Calheiros do cargo. Segundo nota divulgada pelo presidente da Associação, João Ricardo Costa, a intenção do peemedebista é paralisar a Operação Lava Jato, devido as descobertas que ela vem fazendo.

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Um outro detalhe que deixou os juízes revoltados foi a forma como Renan tratou o juiz Vallisney Oliveira.

Costa disse que o grande foco da entidade é não deixar que ninguém ameace ou crie manobras para contenção do poder Judiciário.

A sucessão de fatos e atitudes do presidente do Senado não estão de acordo com a transparência política que a sociedade deseja, disse o presidente. "Precisamos do apoio da sociedade e continuaremos vigilantes". #STF