O ministro da #Educação, Mendonça Filho, analisou que o movimento que ocupou várias escolas nesses últimos dias, é totalmente partidário. O ministro enfatiza que os partidos #PSOL, #PT e PCdoB são ligados aos acontecimentos juntamente com sindicatos. 

Para o ministro, o movimento desrespeitou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) fazendo com que muitos jovens percam a oportunidade de realizar a prova, consequentemente sendo prejudicados futuramente. Ele diz que a situação é absurda.

Devido às ocupações, 191 mil jovens que se cadastraram para realizar a prova deverão fazer o Enem nos dias 3 e 4 de dezembro, sendo que originalmente a data marcada é neste próximo final de semana (5 e 6).

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O Enem tem 8,6 milhões de estudantes cadastrados. 

O ministro diz que todos têm o direito de dizer sua opinião, mas impedir que outros alunos realizem a prova dentro de uma escola pública não é conveniente. Mendonça ressaltou que a UNE e o Ubes usaram os alunos para causar conflitos, e que os estudantes são os que mais se prejudicarão em tempos de prova. Mendonça enfatizou que, democraticamente, os estudantes têm o direto de protestar, desde que não atrapalhem outros estudantes de estudar. 

Na quarta-feira (03), foi protocolado um pedido na 8ª Vara Federal do Ceará, do procurador da República Oscar Costa Filho, na qual ele pede a suspensão da prova em todo o país alegando que não é aceitável que o Enem tenha datas diferentes para a realização do exame. Mendonça afirma que isso não é um problema já que todo o ano o Enem realiza duas provas, uma para estudantes do ensino médio outra para detentos, o ministro lembrou que no ano passado, devido a enchentes, foi realizado três provas.

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Mendonça se diz confiante com o Enem.

Sobre o debate das medidas provisórias da reforma do ensino médio, o ministro disse que todos poderão contribuir com um debate amplo, haverá uma reunião com senadores, na qual serão ouvidas 53 pessoas, entre eles professores e acadêmicos. Mendonça avalia que partidos como o PT, PSOL e PCdoB poderão atuar com liberdade, mas para que seja justo, não poderão utilizar sindicatos e estudantes como uma forma de escudo, transformando a reunião em um "ringue de quinta categoria"