Catorze anos após o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT-SP), o Ministério Público decidiu prosseguir com as investigações do caso, dessa vez, por terem obtido indícios de que existem outros mandantes do crime.

A princípio, as autoridades chegaram a concluir que o político teria sido vítima de um assalto, mas com o tempo, obtiveram indícios o suficiente para acreditarem que o crime foi premeditado e que o ex-chefe do executivo foi assassinado.

Nos últimos dias, a revista Veja teve acesso a um ofício do MP que solicita a investigação de novos suspeitos de terem ordenado o assassinato de Celso. Como o inquérito corre em segredo de justiça, não é possível saber se existem políticos do #PT ou de outro partido, entre os suspeitos.

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Mesmo assim, tudo indica que se as suspeitas do MP se concretizarem, muita gente se surpreenderá com novos nomes relacionados com a morte do político.

Na época do crime, especulou-se que políticos influentes do Partido dos Trabalhadores estariam envolvidos no assassinato do ex-prefeito, uma vez que o mesmo teria descoberto um esquema de #Corrupção em seu governo e não concordou com os atos ilegais, ameaçando entregar os envolvidos. O assassinato aconteceu no ABC Paulista e ganhou repercussão nacional em 2002.

A verdade sobre os fatos, o MP e a Polícia Civil, nunca descobriu. Apesar de se falar em ‘reabrir o caso’, a investigação sobre a execução do político nunca foi encerrada. O inquérito manteve-se em aberto nos últimos nove anos, em busca de novos fatos que pudessem colocar os investigadores na pista certa sobre a autoria do crime.

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Um caso complexo

Apesar de seis pessoas terem sido condenadas pelo crime, o caso nunca teve um desfecho. A complexidade das apurações mostra que até o nome do ex-presidente Lula é citado no decorrer do inquérito. Isso porque há um relato de que teria sido concedido um empréstimo para “calar” o empresário Ronan Maria Pinto, já condenado, pois ele estaria chantageando Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho, para não “envolvê-los” no assassinato do ex-prefeito.

Ronan, aliás, chegou a receber R$6 milhões do amigo de Lula e mais um dos que já foram condenados na Lava Jato, José Carlos Bumlai. O procurador, Edílson Mougenot Bonfim, ainda salientou que as investigações da Operação Lava Jato colaboram para as investigações do caso de Celso Daniel, pois a força-tarefa da Polícia Federal desvendou um esquema organizado de corrupção institucionalizada no país, fato semelhante ao que ocorria em Santo André. #Casos de polícia