Membros da oposição do presidente Michel Temer iniciaram uma procuração, nesta segunda-feira (28), para que o atual presidente do Brasil seja investigado e acusado por seu suposto papel em pressionar um ex-ministro da Cultura para aprovar um desenvolvimento de propriedade privada.

Apesar do #Impeachment não ser esperado para ganhar apoio suficiente da bancada de políticos, o promotor público do Brasil já está estudando se irá investigar a acusação do ex-ministro, Marcelo Calero, que havia relatado que Temer se aliou com outro membro do Gabinete para substituir regras de preservação histórica para a construção de um luxuoso prédio de apartamentos em Salvador, antiga capital colonial do Brasil.

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O mais recente escândalo de corrupção no governo de Temer adicionou à incerteza de uma política renovada, atrasando a recuperação da maior economia da América Latina a partir de sua pior recessão desde a década de 1930.

Uma dúzia de senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados comunistas entraram com um pedido para que o promotor público investigasse #Michel Temer por supostamente ter pressionando Calero em favor do outro ministro, que tem uma participação no edifício planejado.

Vieira Lima, que ocupou o posto-chave de ministro encarregado das relações com o Congresso, foi forçado a demitir-se na sexta-feira (25). Ele foi o quarto membro eleito para o gabinete de Temer e pediu a sua demissão devido o surgimento de supostas alegações de corrupção desde que Temer substituiu Dilma Rousseff no início deste ano e prometeu limpar governo da corrupção.

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Somando-se os riscos para Temer, o escritório do promotor público (PGR) na ultima segunda-feira (28), pediu às gravações que Calero disse à mídia local que havia feito em seu Iphone durante uma conversa com o presidente.

"O PGR pediu as gravações porque precisamos de todas as evidências disponíveis para decidir se uma investigação é justificada", disse um porta-voz do Ministério Público.

No Congresso, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) apresentou um pedido para abrir um processo de impeachment contra Temer, por cometer um "crime administrativo" após se envolver em um assunto relacionado com os interesses privados de Vieira Lima.

"O presidente, evidentemente, patrocinou um interesse privado de seu cargo público", disse o documento PSOL.

O novo escândalo, no entanto não deverá dificultar a passagem da proposta de Temer para um limite máximo de 20 anos sobre os gastos federais, a peça central de seu plano para restaurar a disciplina fiscal e trazer o déficit orçamentário sob controle. O projeto foi aprovado na câmara inferior e enfrenta uma nova votação nessa terça-feira (28). #Crise-de-governo