A Polícia Federal está investigando suspeitas de que a empreiteira #Odebrecht fez uma reforma na piscina do Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente da República), durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, sem que nenhum contrato tenha sido firmado, e sem nenhum registro público. As informações foram divulgadas na edição desse domingo, 13 de novembro, do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a publicação, indícios de tal "presente" foram encontrados a partir da análise de mensagens trocadas em 2008, pelo então presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, com outros executivos da construtora.

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As informações foram levantadas pela investigação dos esquemas de corrupção da Operação #Lava Jato.

Isso reforça ainda mais as acusações da Lava Jato contra Lula. Vale lembrar que o ex-presidente responde por três inquéritos de acusação de recebimento de benefícios e pagamentos de empreiteiras no fim do seu governo. Caso a suspeita da reforma da piscina se confirme, isso será uma forte evidência de que o ex-presidente recebia favores também durante o exercício do cargo público, quando os negócios da empreiteira receberam um impulso no Brasil e no exterior.

Documentos sobre a Investigação do caso

A Folha de S.Paulo afirma ter tido acesso a documentos que confirmam que, na época das mensagens encontradas pela polícia, uma reforma na piscina do Palácio da Alvorada foi efetuada. E que pessoas ligadas à Odebrecht e funcionários da República, afirmaram à reportagem que a construtora efetuou a obra sem ter contrato.

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Em um dos trechos das mensagens divulgadas pelo jornal, Marcelo teria perguntado ao então presidente da construtora do grupo, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, no dia 1.º de abril de 2008, se o "Trabalho das pedras foi bem concluído". E que ele precisava saber disso porque o seu pai iria se encontrar com o "amigo". "Meu pai vai estar com o amigo hoje. O trabalho das pedras foi bem concluído? Qual ficou sendo a solução final?" - escreveu Marcelo. Segundo os investigadores, e executivos que negociam delação, "amigo" seria o apelido que a empreiteira usava para se referir a Lula.