Por enquanto, o senador #Lindbergh Farias está quase se livrando da operação #Lava Jato. Isso porque a própria Polícia Federal sugeriu o arquivamento de um inquérito contra ele, pois não encontraram indícios suficientes para pedir o indiciamento do petista.

Entretanto, o pedido da #Polícia Federal é meramente sugestivo e quem tomará a decisão final é Teori Zavascki, após análise de Rodrigo Janot. Além disso, o marqueteiro Duda Mendonça tenta a aprovação de sua delação premiada, onde afirma ter recebido caixa dois de Lindbergh Farias durante a campanha eleitoral de 2010. Se a delação for aceita, o senador volta a ser alvo de investigações.

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Rodrigo Janot analisará os autos remetidos pela Polícia Federal e poderá enviá-lo para Teori Zavascki acatando o pedido e sugerindo que ele faça o mesmo, como pode pedir que sejam feitas novas diligências para verificar se não existem indícios concretos o bastante para tornar o senador réu da Lava Jato.

O argumento da PF é que, desde março de 2015, quando o inquérito contra Lindbergh foi aberto, ouviram os empreiteiros e executivos que doaram para a campanha política do senador e eles próprios não apontaram ilicitude nas doações ou qualquer outra narrativa que ensejasse o prosseguimento das investigações, inclusive os réus que atuam como colaboradores da operação.

Duda Mendonça não foi ouvido, pois sua delação ainda não foi analisada e aprovada, logo, as suas declarações ainda não possuem efeito legal.

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O senador ainda não comentou o pedido da PF, mas, quanto a possível delação de Mendonça, disse que não houve irregularidade em sua campanha eleitoral.

Lindbergh gera polêmica ao criticar a polícia

O político acabou virando notícia no último fim de semana, mas não por possíveis irregularidades em sua campanha, mas sim por ter chamado a polícia civil de São Paulo de criminosa, após o GARRA cumprir mandado de prisão em uma escola do MST.

O senador alegou que a polícia não possuía mandado e acabou atirando contra os ativistas do grupo, entretanto, a polícia possuía o mandado, foi impedida de entrar no local e precisou pular a janela. As balas fotografadas por membros do grupo e disponibilizadas na internet, eram projéteis que não foram utilizados, derrubando a tese de que a polícia atirou contra os militantes do MST. Duas pessoas foram presas por desacato e Lindbergh esteve no local, juntamente com Lula, para fazer um evento em que criticou a polícia de São Paulo, a PF e o governo.