Os procuradores da Operação #Lava Jato comentaram que o projeto de lei 3636/2015, cuja autoria é do líder do governo na #Câmara dos Deputados, André Moura, alcançaria o fim de toda a Operação Lava Jato. Esse projeto de lei trata-se de um acordo de leniência, em que as empresas poderiam negociar a sua delação premiada e ficarem livres de qualquer punição. Seriam feitos apenas acordos administrativos. Os investigadores afirmam que isso é um absurdo, pois as empresas assumiriam "erros" e crimes do passado e acabariam ficando abertas para possíveis novos esquema de corrupção. Elas não precisariam fornecer novas provas e isso seria um cenário péssimo para a Lava Jato.

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Carlos Fernando Lima, procurador regional da República, ressaltou que isso causaria uma anistia a crimes de corrupção. Deltan Dallagnol, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato, reforçou o que Lima falou dizendo que seria uma anistia a todas as propinas e lavagem de dinheiro que estão sendo investigados na força-tarefa.

Mudanças

André Moura disse, através de sua assessoria, que fez apenas alguns ajustes e pequenas mudanças na lei, mas estava mantendo todos os parâmetros já discutido em Comissão Especial. As mudanças feitas, segundo Moura, foram devido as conversas que eles tiveram com as centrais de trabalhadores.

Os procuradores comentam que a crítica não é tanto no projeto, mas sim, na urgência em se votar algo que a sociedade deveria estar acompanhando. Se for feito em carácter urgente, as pessoas não poderão discutir o projeto e isso seria uma atitude errada, pois nem o Ministério Público participaria do assunto, ressaltam os procuradores.

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Enfraquecimento

De acordo com a força-tarefa, essa forma de agir da Câmara facilitaria a corrupção no país e enfraqueceria a Operação. "Seria repetir o que o governo anterior fez, desfigurando a lei para intervir na Lava Jato", disse Lima.

Seria uma "tragédia" as consequências para a investigação. Se o projeto for aprovado, as empresas ganhariam imunidade de seus crimes, bem como de seus funcionários. Elas também ficariam desinteressadas em negociações de leniência, que inclusive estão em andamento. #Legislação