Nessa segunda-feira (28), um pedido de #Impeachment contra o presidente Michel Temer (PMDB) foi protocolado junto ao Congresso Nacional. Os responsáveis pelo pedido foram os parlamentares do partido PSOL. A argumentação para o pedido foi a de que #Michel Temer cometeu “crime de responsabilidade contra a probidade na administração pública”, no que se refere ao episódio envolvendo os ex-ministros da Cultura, Marcelo Calero e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Segundo o líder do PSOL na Câmara dos Deputados, o deputado Ivan Valente, Temer teria advogado uma causa privada, que interessava somente ao seu ministro (amigo particular de Temer há mais de vinte anos), Geddel Vieira de Lima.

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“Ele estava advogando uma causa privada, o que configura crime de responsabilidade, ele feriu o decoro com que é esperado para o seu cargo”, afirmou Valente, que também afirmou que Temer só advogou a causa junto a Marcelo Calero porque Geddel estava irritado com o atraso na conclusão da obras do edifício de alto padrão em Salvador.

Caso

O pedido de impeachment está baseado no caso que “abalou as estruturas do Palácio do Planalto” e que ocasionou em duas baixas no primeiro escalão do governo de Michel Temer. Todo o episódio foi iniciado após uma reunião de Temer com Marcelo Calero. O ministro da Cultura teria reclamado ao presidente que Geddel estaria pressionando para que ele resolvesse um embargo decretado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Nacional) a um edifício em Salvador, onde Geddel possuía um imóvel.

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Segundo depoimento dado por Calero à Polícia Federal, Temer, ao invés de “apoiar sua causa” também teria “enquadrado” Calero para resolver a questão de forma rápida, o que levou o ministro a pedir demissão e denunciar o caso.

Andamento do impeachment

Assim como ocorreu com a ex-presidente, Dilma Rousseff (PT) caberá ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) decidir se arquivará o pedido ou dará continuidade ao processo no Congresso Nacional. No processo de impeachment de Dilma, quem aceitou o pedido de impeachment, foi Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que se encontra preso no presídio da Polícia Federal em Curitiba. #Crise-de-governo