O ex-governador do #Rio de Janeiro, Sérgio #cabral, não conseguiu explicar para a Polícia Federal vários detalhes sobre suas finanças. A contradição aconteceu quando Cabral se mostrou muito "indignado" com depoimentos de delatores, os quais ele classificou como mentirosos, porém, para se justificar de contas pessoais envolvendo sua família, Cabral, repentinamente, esqueceu dos acontecimentos.

O depoimento ocorreu no dia 17 de novembro. Investigações apontam que o ex-governador saiu do lugar em que morava e se direcionou para outro local que teria sido emprestado por Guilherme Paes. O motivo da troca de residência foi devido a uma obra, isso ocorreu em 2010.

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A PF questionou quem seria o responsável pela contratação da empresa para realizar a obra, Cabral disse não se recordar.

O nome da assessora de Cabral, Sônia Baptista, apareceu em notas fiscais da obra, ela foi levada para prestar depoimentos para a PF por condução coercitiva, Cabral diz não se recordar sobre o porquê das notas estarem no nome de sua assessora. Os investigadores tentaram descobrir se Sônia teria alguma ligação com a governanta de Cabral, chamada de Gilda. Sônia teria ajudado a governanta nas despesas da casa, Cabral disse que "possivelmente sim".

Artigos de luxo

Sobre as joias que Cabral adquiriu, ele não soube dizer como pagou a mercadoria, se utilizou cartão ou dinheiro em espécie. Vendedores foram ouvidos sobre essas compras, um deles foi a Vera Lúcia, vendedora de uma joalheria, ela disse que Cabral sempre comprou as joias com dinheiro em espécie.

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O ex-governador diz que não se lembra, ele também foi questionado sobre compras realizadas por sua família, mas Cabral não sabe dizer.

A vendedora da joalheria H. Stern disse que Cabral gastou na loja por volta de R$ 100 mil em dinheiro em espécie, mas ele disse que foi lá apenas uma vez ou talvez duas, e não se lembra do valor gasto.

A memória de Cabral também "falhou" quando foi perguntado sobre gastos nas joalherias Amsterdan Sauer e Sara Jóias, ele disse que não se recorda, comprovando uma possível "amnésia". #Corrupção