Foram exatos seis meses desde o impeachment da ex-presidente #Dilma Rousseff (PT) e a posse de seu vice, Michel #Temer (PMDB). Se por um lado a turbulência política no Brasil foi levemente acalmada, por outro as coisas ainda têm esquentado compulsivamente no sul do país. Isso porque é em Curitiba, capital do Paraná, em que estão concentradas as investigações da Operação #Lava Jato, que tem deixado políticos do governo e da oposição em estado de alerta. Comandada pelo juiz Sérgio Moro, a operação deve duplicar de tamanho com novos acordos de delação de executivos da empreiteira Odebrecht, acusada de ser uma das principais aliadas dos políticos nos supostos esquemas de corrupção.

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Se antes as ações pareciam focadas em políticos do PT (Partido dos Trabalhadores), então responsável pelo Governo Federal; hoje os avanços das investigações deixam temerosos políticos dos mais diversos partidos. Segundo denúncias, os esquemas envolveram o apoio do governo, de seus então aliados e hoje cabeças da máquina pública, PMDB, e até de partidos de oposição, como o PSDB, entre outros. Siglas como DEM, do presidente da Câmara Rodrigo Maia, também podem figurar no escândalo.

Enquanto aguardam os novos capítulos da operação, políticos tentam se defender com medidas aprovadas no Congresso. Para alguns caciques, as ações da Lava Jato representam abusos de poder do Judiciário. Como contra-ataque, o presidente do Senado, Renan Calheiros, têm buscado medidas para investigar supostos supersalários recebidos por magistrados, bem como vantagens judiciais de integrantes da esfera, como ter aposentadoria compulsória como pena máxima após condenação.

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