Até segunda ordem, será o próprio presidente #Michel Temer quem vai ocupar a vaga deixada por #Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo e responsável pela coordenação política. Ele pediu demissão na última sexta-feira após ser pivô do polêmico caso em que teria, com ajuda de Temer, pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar um empreendimento em Salvador que continha um apartamento que recém havia comprado.

De imediato, Temer e a cúpula do seu governo não encontraram um nome que fosse unanimidade para a vaga. A maior preocupação é encontrar algum político de confiança e que não possa, em um futuro, estar envolvido nas delações premiadas da Operação Lava Jato.

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Sem um novo nome, Temer já assumiu as funções e marcou reuniões importantes para a próxima segunda-feira com Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, e lideranças partidárias. A aproximação com o Congresso se dará porque, na terça-feira, está marcada a votação no Senado da PEC que limita os gastos públicos, tido como vital para o governo. Na câmara, a votação será sobre as medidas contra a corrupção.

Em abril do ano passado, Michel Temer também exerceu essa mesma função com o intuito de melhorar a já desgastada relação entre Dilma Rousseff e os parlamentares. Entre os nomes que podem vir a ocupar o cargo deixado por Geddel estão Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO).