A Polícia Federal prendeu Sérgio Cabral e ele viveu uma situação constrangedora. Ao chegar à penitenciária de Gericinó (Bangu), teve de raspar os cabelos e vestir uma roupa igual a dos demais detentos. No xadrez ele ficou junto com outros cinco presos, que também foram enquadrados na operação Calicute da PF. Sérgio Cabral dormiu na prisão e tomou o desjejum pela manhã, que foi pão e café. Não teve diferenciação para o político em relação à comida e ele teve de experimentar a mesma alimentação servida aos presos.

Entenda o ocorrido

Cabral foi detido por ser suspeito de desviar dinheiro federal em obras que realizou durante o seu mandato.

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Há indícios de que o ex-governador recebeu quantias que variaram de duzentos a quinhentos mil reais, oriundas de empresas. Outros nove envolvidos foram levados para a cadeia. Estima-se que foram desviados duzentos e vinte milhões de reais dos cofres públicos, decorrentes das obras do Arco Metropolitano, estádio do Maracanã e do PAC das periferias.

O MPF (Ministério Público Federal) descobriu que Sérgio era o cabeça do grupo criminoso e que foi beneficiado com mais de dois milhões em dinheiro. O grupo lavou dinheiro em negociações ilícitas nas empresas de consultoria e com gastos com roupas para eventos, ornamentos e um barco, no valor de cinco milhões de reais. Também ocorreu abuso de dinheiro com hot-dogs, na comemoração dos aniversário do filho de Cabral. A esposa de Cabral foi intimada a depor, pois ela pode ter sido beneficiada com propinas.

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Os fatos

Tudo veio à tona após a delação premiada de Fernando Cavendish (Delta) e de outros empresários da Andrade Gutierrez e da Carioca, uma firma de engenharia. Investrigadores da #Lava Jato suspeitam da formação de um cartel. Os repasses de mesadas destinadas ao ex-governador do RJ foram feitas nos anos de 2007 a 2014. #Moro foi quem mandou prender Sérgio Cabral e o juiz disse que a atual calamidade econômica do Rio de Janeiro tem a ver com os desvios de dinheiro. Para o magistrado, deixar os corruptos gozarem do dinheiro ilícito seria um absurdo. #Sergio Cabral