Amado por uns e odiado por outros, o juiz da #Lava Jato Sérgio Moro concedeu sua primeira entrevista desde que se tornou responsável pela operação. A entrevista foi feita ao jornal Estadão. Temas como foro privilegiado, caixa 2, anistia e a nova Lei de abuso de autoridade foram destaque. O que também chamou atenção foi a afirmação do magistrado de que jamais entraria para a vida #Política. “Não existe jamais esse risco”.

Sérgio Moro é o atual titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e condutor dos julgamentos da Lava Jato em primeira instância. Considerado herói pela direita e carrasco pela esquerda, Moro acredita que restringir o foro privilegiado diminuindo o número de autoridades seria o ideal.

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Já no que se refere à Lei de Abuso de Autoridade defendida pelo atual presidente do Senado Renan Calheiros, Moro fez algumas críticas. Segundo ele, é um momento “estranho” para se discutir o tema. Além disso, acredita que exista um problema na própria redação do projeto, que pode abrir margem para choque de interpretações entre juízes. 

Quanto ao foro privilegiado, como tido acima, o juiz defende diminuir o número de autoridades, apesar de elogiar o trabalho intenso e relevante do Ministro Teori Zavascki e do STF. "O ideal seria realmente restringir o foro privilegiado, limitar a um número menor de autoridades. Quem sabe, os presidentes dos três Poderes e retirar esse privilégio, essa prerrogativa, de um bom número de autoridades hoje contempladas", afirma Moro que classifica essa como a melhor solução.

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O Juiz da Lava Jato também falou sobre criminalização do caixa 2, que é o uso irregular de recursos para campanhas eleitorais, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral. "Se a lei exige que todos os recursos eleitorais devem ser declarados, e isso é uma regra básica de transparência, é isso que deve ser feito." E disse ainda que sobre uma eventual proposta de anistia, prefere esperar uma formulação concreta antes de dar sua opinião, mas afirma ser impensável uma anistia para crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.  #Sergio Moro