Na manhã dessa segunda-feira (28), o juiz federal responsável pelo comando da Operação Lava Jato, Sérgio Moro fez um indeferimento de uma série de perguntas formuladas pelo corpo jurídico de advogados que defendem o ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As perguntas seriam enviadas ao presidente da República, Michel Temer (PMDB) que foi escolhido por Cunha para ser uma de suas testemunhas no processo que o acusa de manter contas no exterior.

De acordo com o jornal “Folha de São Paulo”, foram recusadas por Sérgio Moro um total de 21 questões, outras 20 foram aprovadas e chegarão ao presidente da República, que deverá respondê-las por escrito.

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A justificativa dada por Moro para pedir o indeferimento das perguntas foi a intenção dos advogados de “investigar” o presidente da República, o que não agrega valor e não faz sentido ao conteúdo investigativo do processo instaurado contra Eduardo Cunha. Moro ainda afirmou que nenhuma denúncia pesa contra #Michel Temer, e que tais denúncias, se houver, deverão ser investigadas pela maior corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), corte responsável em investigar denunciados que possuem foro privilegiado.

Perguntas recusadas

As perguntas que teriam sido recusadas, além de envolver Michel Temer, envolvem outras pessoas como: Jorge Zelada (ex-diretor internacional da Petrobras), João Augusto Henriques (acusado de ser operador de recebimento de propinas do PMDB pelo Ministério Público Federal) e de José Yunes (amigo de Temer há mais de 40 anos).

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As perguntas faziam menção a encontros de Temer com essas pessoas, questionando quais seriam os assuntos tratados nas conversas e os locais onde esses eventuais encontros teriam ocorrido. A intenção das perguntas era claramente a de comprometer Michel Temer perante a Justiça.

Os advogados queriam estabelecer a relação de Temer em esquemas de recebimento de contribuições ilegais na campanha presidencial da chapa “Dilma-Temer” em 2010 e também em contratos da Petrobras, já que existe a citação do nome de Jorge Zelada, condenado na Operação Lava em esquemas de corrupção. #SérgioMoro