O juiz responsável por julgar os réus da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, deu uma #entrevista para o jornal Estado de S.Paulo nesse sábado, 5. Durante a conversa, o magistrado deixou claro que não cogita a hipótese de se candidatar a qualquer cargo político.

Moro afirma que é um homem da justiça e não da política e que deve permanecer exercendo sua função no Ministério Público Federal. Sua fala veio em um momento em que pequenos grupos fazem ‘campanhas’ pela internet, pedindo o juiz como presidente (assim como faziam pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, antes dele se mostrar contrário ao impeachment). Alguns políticos e jornalistas também afirmaram que Moro utilizará a sua fama repentina para se lançar candidato para algum cargo político.

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Sérgio Moro salientou que o apoio da população na operação tem sido essencial, mas destacou uma frase em latim que quer dizer: ‘a glória do mundo é passageira’. Moro também não sabe quando a Operação Lava Jato vai chegar ao final. Ele conta que sempre que parece estarem chegando ao fim, surgem novas provas e as investigações ganham uma nova fase.

Mais uma vez, Moro disse ser contra o foro privilegiado, que consiste em detentores de determinados cargos públicos, como ministros, senadores e deputados federais, serem julgados pelo STF. Entretanto, ele mesmo avisa que isso não é sinônimo de impunidade. O fato é que alguns políticos, por terem amizade com algum ministro, podem ter a ‘sorte’ de terem seus casos arquivados ou atrasados o máximo de tempo. Por outro lado, o foro privilegiado não é o que parece: ‘um privilégio’, pois não há instância para se recorrer, no caso de uma condenação, uma vez que o Supremo, já é a instância máxima do Brasil.

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O que Moro frisa é o fato de haver apenas onze juízes para julgar todos os casos de foro privilegiado do país, além dos recursos e ações que analisam diariamente e que impactam diretamente no ordenamento jurídico brasileiro.

Por fim, Moro fala do projeto de lei do Abuso de Autoridade, que Renan Calheiros desengavetou recentemente e que, dentre outras coisas, prevê punições pecuniárias e administrativas, contra os juízes que, eventualmente, terem suas decisões revogadas por magistrados de instancias superiores. Sérgio Moro não concorda com o projeto e acha estranho que ele tenha sido desengavetado, justamente em um período em que grandes nomes da política estão sendo investigados ou condenados por corrupção. #Eleições #Sergio Moro