Na última terça-feira (08). o juiz federal de 1ª instância de Curitiba, Sérgio Moro, notificou dois políticos de primeiro escalão, que foram arroladas como testemunhas de defesa do ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha nas investigações da Operação Lava Jato. Essas testemunhas são simplesmente, o presidente da República, #Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente, Luiz Inácio #Lula da Silva (PT). Os dois políticos são obrigados por lei a prestar depoimento, porém, a forma, como eles irão prestar esses depoimentos, são distintas. Temer, na condição de presidente, poderá escolher a forma como quer se pronunciar a Moro. O depoimento do peemedebista poderá ser feito de forma escrita ou presencial (falará diretamente com Moro).

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Já o ex-presidente Lula, foi intimado a prestar depoimento por videoconferência.

A videoconferência de Lula foi escolhida por decisão do próprio Sérgio Moro em despacho, e provavelmente ocorrerá no próximo dia 30 de novembro. Lula terá que se locomover até a Justiça Federal de São Bernardo do Campo, local mais próximo de sua residência.

Michel Temer por sua vez, ainda receberá outra notificação avisando quando prestará seu depoimento e como já foi dito, poderá escolher a forma que se retratará. A liberdade de escolha é garantida pelo Código de Processo Penal em seu artigo 221. Essa escolha também é válida ao vice-presidente, deputados (federais e estaduais), ministros e senadores. O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia também já fez uso desse artifício na lei quando também foi intimado por Sérgio Moro para depor.

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Eduardo Cunha

Preso desde 19 de outubro, Eduardo Cunha está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ele é acusado de receber propina de contratos da Petrobras na África e de manter recursos recebidos de tais operações em contas na Suíça, juntamente com sua mulher, Claudia Cruz.

Cunha nega as acusações e, através de seus advogados, está tentando a todo custo a nulidade das provas que pesam contra ele. Os advogados também entraram com ação para que seja rejeitado a acusação de corrupção passiva. #Sergio Moro