Dilma Rousseff foi destituída do cargo de presidente da república, no dia 31 de agosto, ou seja, há dois meses. Nesse período, além de não ser mais a presidente do Brasil, Dilma também possui uma outra ‘novidade’ em sua vida: ela se aposentou.

A ex-presidente conseguiu, de maneira questionada e que acarretou uma investigação, aposentar-se com o teto máximo da previdência, pouco depois de ser notificada, oficialmente, de que havia sofrido o impeachment. Na mesma tarde em que Michel Temer participava de uma cerimônia solene de menos de 20 minutos para assumir a presidência do Brasil de forma definitiva, o petista e ex-ministro da previdência, Carlos Eduardo Gabas, entrava pelas portas dos fundos de uma agência da Asa Sul, em Brasília, junto com uma representante legal da ex-presidente, e garantiu que Dilma estivesse aposentada, assim que ele deixasse o local.

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Gabas, apesar da influência no órgão público e amizade pessoal com Dilma, não agiu sozinho. A servidora pública, Fernanda Cristina dos Santos, teve papel essencial para que o processo desse certo. Segundo apurado pela Época, uma semana após Eduardo Cunha aceitar o pedido do impeachment, Fernanda alterou o cadastro de #Dilma Rousseff 16 vezes entre o período das 8h42 e 18h43. Três peritos do #INSS, entrevistados pela revista, disseram que todo o procedimento foi incomum. A aposentadoria relâmpago de Dilma já estava sendo planejada.

Fernanda foi exonerada de um cargo comissionado e passou a ser investigada em um processo administrativo da Previdência Social. Ela é acusada de passar Dilma na frente dos demais cidadãos para aposentá-la. Um agendamento para requerer a aposentadoria demora quase quatro meses, mas Dilma não possui nenhum registro de agendamento.

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Fernanda entrou com um recurso, pedindo a suspensão do processo em que é ré e alegando que já foi punida com a exoneração do cargo comissionado, mas o juiz Itagiba Catta Preta, entendeu que não existe ilegalidade em prosseguir com o processo. Itagiba, aliás, é o mesmo juiz que suspendeu a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil, o que tornou o ex-presidente, detentor do cargo mais curto da história: mal tinha terminado a cerimônia de posse, o juiz já havia suspendido a mesma. #Justiça