Nessa terça-feira, 8, o presidente da República, Michel Temer, fez um discurso em um evento para empresários e executivos, em que abordou as #Ocupações de escolas que estão acontecendo em todo o Brasil.

Temer afirma que os estudantes nem ao menos sabem o que significa uma PEC e salientou que, ao ocupar prédios públicos, eles só mostram pela força, que não possuem capacidade para proferir um argumento verbal ou intelectual.

O presidente também disse que as pessoas estão acostumadas a criticar sem se dar ao trabalho de ler o que se trata o texto da PEC. Ao contrário do que alguns líderes partidários dizem sobre a PEC que limita os gastos públicos, o texto não declara que cortará verba da educação e saúde, mas que investirá em todos os setores públicos, recursos proporcionais à inflação do ano anterior, o que possibilitará que o país volte a crescer, sem que a União tenha dívidas que não pode pagar, como está acontecendo atualmente, por conta dos gastos do #Governo anterior.

Publicidade
Publicidade

As palavras do presidente acabaram revoltando alguns parlamentares e líderes de movimentos de ocupação, que usaram as redes sociais para dizer que Temer menospreza atos de democracia.

Reforma do ensino médio

O peemedebista ressaltou que a reforma do ensino médio não é algo recente ou que nasceu em seu governo, mas que faz tempo que é discutida, entretanto, não houve nenhum indício de que viraria pauta para análise. O objetivo da reforma é melhorar a condição do ensino, permitindo uma carga horária anual maior, com possibilidade do aluno escolher se deseja ou não fazer o ensino técnico, ainda no segundo grau.

Por conta das ocupações contrárias à reforma do ensino médio e ao governo, ao todo, 271 mil inscritos no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) tiveram de ter a prova adiada para os dias 3 e 4 de dezembro, devido às escolas que realizariam o exame, estarem ocupadas por alunos e militantes.

Publicidade

O movimento de ocupação alega ser contrário à  reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal, bem como pedem a saída de #Michel Temer da presidência. O movimento não foi iniciado por alunos, mas por movimentos de esquerda que visitaram escolas e convidaram os alunos a participarem das ocupações, a fim de evitar que direitos educacionais fossem retirados das escolas públicas. Logo, as referidas ocupações são lideradas por movimentos partidários, como o ‘Ocupa’, divulgado, inclusive, por parlamentares da base aliada do antigo governo.

Mandados judiciais já liberaram várias escolas pelo Brasil, mas a maior parte ainda está ocupada. O estado menos afetado é São Paulo, que começou a tomar providências logo que as ocupações começaram, realizando a reintegração de posse. O Paraná é o estado mais afetado com cerca de 800 escolas ocupadas.