Mesmo com toda a crise econômica que o país vive, e toda a polêmica e protestos com a insistência em aprovar no Congresso Nacional um teto para limitar os gastos públicos nos próximos 20 anos, o presidente #Michel Temer (PMDB) “ostentou” ao desembolsar cerca de R$ 500 mil para financiar artistas na cerimônia denominada como “Ordem do Mérito Cultural”, que visa homenagear 36 celebridades do #Samba, e que está ocorrendo na noite desta segunda-feira (07) no Palácio do Planalto.

O interessante, segundo notícia divulgada no jornal “Folha de São Paulo”, é que os R$ 500 mil serão utilizados para promover o evento (que será voltado apenas a alguns convidados) sem licitação.

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A informação do gasto de Temer foi divulgada no Diário Oficial da União.

O “super evento” terá a presença da primeira dama, Marcela Temer, e também de sambistas como Neguinho da Beija Flor, Márcio Gomes, André Lara e Fafá de Belém, que foi contratada e receberá R$ 15 mil somente para interpretar o hino nacional para os convidados.

Até uma empresa foi contratada (Treco Produções Artísticas Ltda) para “orquestrar” a festa através de roteiro, produção, direção, além de promover as apresentações musicais.

A justificativa dada em Diário Oficial é que o dinheiro seria investido na contratação de “artistas consagrados pela crítica e também pela opinião pública”.

Temor de protestos

A cerimênia ocorrerá em um momento não muito favorável, já que uma parte considerável da classe artística está fazendo e programando protestos contra o #Governo de Michel Temer.

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O receio dos auxiliares da presidência é que no próprio local onde está ocorrendo o evento sejam verificadas manifestações contra o governo.

Dilma também financiou mesma cerimônia

A ex-presidente Dilma Rousseff também já “enfiou a mão no bolso” para financiar a mesma cerimônia que está sendo realizada hoje com Michel Temer. No ano passado, ela gastou R$ 1,1 milhão entre cachês e pagamento de passagens para realizar “a festa do samba”. A estrela principal foi Caetano Veloso.

Segundo justificativa dada pelo Palácio do Planalto à Folha de São Paulo, o valor desembolsado é uma quantia justa e está dentro das possibilidades do governo para promover e valorizar a cultura brasileira.