Por muitos anos vivendo a sombra de PT e PSDB, o partido e seus principais caciques não eram bombardeados pelo grande público nem pela imprensa. Ao assumir o protagonismo e arquitetar a queda da presidente eleita Dilma Rousseff, o PMDB puxou para si os holofotes. O problema para a sigla é que agora tudo está vindo à tona e o que eles fizeram/fazem, ganha repercussão e chama a atenção da mídia e do cidadão que há alguns meses ou poucos anos não fazia ideia quem era o vice-decorativo #Michel Temer, o senador da longínqua Roraima, Romero Jucá, ou o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que era apontado como salvador por "ser contra o PT".

Agora na presidência da República, o partido se vê no turbilhão de inúmeros problemas e tendo que lidar com crises dia após dia.

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5 fatores podem ajudar a entender o que se pode esperar dos próximo meses do governo peemedebista e o fim trágico que já era esperado quando assumiram o poder.

Delação da Odebrecht

Com a assinatura da delação premiada de 77 executivos da Odebrecht, é de se esperar que mais e mais escândalos envolvendo "homens de confiança" de Temer apareçam. O próprio Michel é outro que deve começar a se preocupar, pois foi citado 43 vezes durante a delação de apenas um ex-executivo da empreiteira. Além dele, Romero Jucá, seu braço direito no Congresso e atual presidente nacional do partido, Eliseu Padilha, ministro chefe da Casa Civil de Temer, e os caciques Eduardo Cunha, já preso, e Renan Calheiros, em vias de ser, também foram outros citados. Com os outros executivos prestes a abrirem a boca, mais sujeira deve aparecer.

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Protestos

Das ruas cada vez mais ecoa o "Fora Temer", que começou apenas com alguns que eram contrários ao impeachment da ex-presidente Dilma. A rejeição do governo Temer e do nome do próprio peemedebista cresce mais ainda. Na última pesquisa Datafolha, a rejeição chegou a 45%. A maior entre todos os possíveis nomes a eleição em 2018. Propostas como a PEC do teto de gastos, a Reforma da Previdência e manobras no pacote anticorrupção também geram crises para o Planalto e revolta nas ruas.

Cassação da chapa

A chapa eleita em 2014 com Dilma-Temer também será julgada no início do próximo ano pelo Tribunal Superior Eleitoral. A previsão é que aconteça em fevereiro, segundo o ministro relator em entrevista à Folha de S. Paulo.

Perda de apoio da base

Especulações já palpitam na imprensa que a base aliada de Michel Temer no Congresso está estudando a possibilidade de fazer o mesmo que fizeram com a Dilma e pularem do barco. Com a expectativa de novos escândalos estourarem dentro das principais peças do governo Temer com as delações da Odebrech, não seria para se surpreender que políticos e partidos tentassem descolar suas imagens do governo que ajudaram a colocar no poder.

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O #PMDB se sustenta na força do PSDB e dá espaço no governo cada vez mais para os tucanos.

Piora da economia

Além do problema político que preocupa o governo, a economia, e por consequência a insatisfação popular, também é um fator que pode deteriorar cada vez mais a gestão peemedebista. O último relatório do PIB, de setembro, mostrou um recuo de 0,8%, o sétimo seguido. O desemprego também subiu no relatório de setembro, agora é de 11,8%, algo em torno de 12 milhões. #Dentro da política