A licitação que o Planalto abriu para comprar R$ 1,7 milhões em alimentos para aviões que transportam o presidente Michel #Temer causou polêmica. Entre os itens listados continha mais de R$ 62 mil em gelo, mais de R$ 20 mil em gelo seco, R$ 28 mil em papel toalha, mais de R$ 10 mil em guardanapos, mais de R$ 25 mil em sorvetes e seguindo cardápio que inclui diversos pratos quentes, sucos, pães, sanduíches, cafés e sobremesas de alto padrão de qualidade. Um valor muito alto que o contradiz, por prometer austeridade e economia. Logo após a repercussão negativa, o presidente Michel Temer mandou cancelar a licitação.

Gastos exorbitantes para financiar regalias de quem ocupa cargos públicos não é novidade.

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Por certo, gera um contraste desconfortável, fazendo sim tais regalias serem questionadas. A realidade do dia a dia do brasileiro passa muito longe das facilidades e confortos obtidos por governantes, com benefícios que custeiam excelentes condições de moradias, locomoção, saúde ou mesmo simples pausas para lanches ou refeições caras durante viagens. Comparado às muitas urgências de cortes e economia, que muito pesa no bolso de cada cidadão (pendendo sempre mais para quem menos possui condições e recursos), tais gastos públicos, ganha sim um tom de galhofa para com quem está pagando caro para cobrir buracos e crises.

Dilma custou o dobro de Elizabeth II

Nos governos anteriores também havia gastos elevados durante voos dos presidentes. Em plena #Crise econômica de 2015, a presidente #Dilma Rousseff autorizava gastos elevados para custear lanches e refeições sofisticados durante seus voos.

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O valor total somava margens de R$ 1,75 milhões, incluindo no pacote os pomposos e famosos 500 potes do sofisticado sorvete. Dilma preservou o padrão de voo instituído pelo presidente Lula, com refeições quentes que incluía cordeiro, rã, pato, salmão, picanha, caviar e um café da manhã num custo de quase R$ 60.

Custos de refeições e lanches em voos são apenas um exemplo demonstrativo para se ter uma perspectiva do tamanho dos demais gastos com despesas presidenciais. Dilma custou praticamente o dobro do que a rainha Elizabeth II custou à Inglaterra. Segundo relatório anual da Casa Real, a monarquia inglesa, consumiu em 2014, o equivalente a R$ 196,3 milhões. Enquanto as despesas do núcleo administrativo vinculado a Dilma totalizou R$ 747,6 milhões, sendo a metade desta quantia usada para custear as viagens e serviços prestados nos palácios. Ainda fazendo comparações, neste mesmo ano, o presidente dos Estados Unidos gastou R$ 648 milhões com serviços na Casa Branca e na residência oficial, segundo relatório sobre a execução orçamentária de 2014.

Em terras tupiniquins proporcionalmente nossos governantes gastam muito, qualitativamente considerando o parco padrão de consumo de seus habitantes.