Aumentou a sensação, em Brasília, de que o presidente Michel Temer terá o mesmo fim de sua antecessora, a ex-presidente Dilma Rousseff. Nesta terça-feira, 13, até mesmo um aliado do presidente lhe deu as costas. O líder da base do governo no Senado, Ronaldo Caiado, pediu que o presidente renuncie. Na véspera, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal pedindo que o STF julgue um possível #Impeachment de Temer.

Fogo amigo

O mais grave ataque contra Temer partiu de seu aliado, Ronaldo Caiado, do DEM-GO. Nesta terça-feira o senador pediu que Temer renuncie à presidência, abrindo espaço para que haja novas eleições.

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Ronaldo Caiado não é uma figura qualquer no Senado. Ele é o líder da base do governo, ou seja, representa todos os partidos aliados à Temer.

Para Caiado, a delação da Odebrecht, que aponta pagamento de propinas ao PMDB, torna insustentável a permanência de Temer no poder. De acordo com o senador, a renúncia de Temer preservaria a democracia e "mostraria que não é possível governar sem apoio popular". Caiado falou ainda sobre a possibilidade de realização de novas eleições. "Não podemos temer uma antecipação do processo eleitoral", disse. O líder ainda pediu que Temer tivesse a "sensibilidade" que faltou à Dilma, pedindo que o presidente em exercício "não provoque as ruas e não insista em um processo que não vai sobreviver. Ele precisa ter noção do que é aceito pela população".

Impeachment

Em outra frente de pressão, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que também é do DEM, enviou ao Supremo Tribunal Federal um ofício pedindo que os ministros do STF julguem o impeachment de #Michel Temer.

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Na carta, Maia diz que a abertura do processo de impeachment de Michel Temer acarretaria em um grande ônus institucional à Câmara, e passa esta responsabilidade ao Supremo Tribunal Federal. Já existe, no Supremo, um pedido de impeachment de Temer, por supostamente ter cometido os mesmos crimes de Dilma Rousseff. Não há prazo para a votação do tribunal.