O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Marco Aurélio Mello, pediu explicações para a Câmara dos Deputados sobre a demora na instalação de uma comissão que julgue a possibilidade do impeachment do presidente do Brasil, Michel Temer. Nesta terça-feira (06), o ministro enviou um ofício à Câmara pressionando os parlamentares.

O que está deixando Mello irritado é que o pedido de impedimento de Temer feito por ele ao então, na época, presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tenha sido ignorado. Cunha chegou a aceitar o crime de responsabilidade praticado por Temer, mas só acatou o pedido depois de uma ordem judicial. Porém, Cunha criou a comissão, mas por trás dos bastidores fez com que os líderes dos partidos aliados não determinassem o colegiado para a sessão.

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Ou seja, Cunha cumpriu apenas parte da decisão do ministro.

Já se passaram oito meses e até agora a comissão não foi instalada, porque vários líderes de partidos não nomearam os membros para a sessão.

Denúncia

A denúncia, na época, foi feita pela advogada Mariel Márley Marra, que acusou Temer, que era vice da ex-presidente Dilma Rousseff, dos mesmos crimes de Dilma. Ela disse que o presidente assinou, juntamente com a presidente afastada, quatro decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso Nacional e em desacordo com a meta fiscal que estava valendo.

Segundo a advogada, já que os líderes dos partidos não estão seguindo as regras e escolhendo o colegiado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deveria atuar, indicando os membros.

Apenas alguns partidos indicaram os membros: PNE, PT, PCdoB, PR, PMB, REDE, PSOLe PDT.

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Duras críticas

Marco Aurélio Mello foi duramente criticado pelo ministro Gilmar Mendes esta semana. Gilmar, inclusive, pediu o impeachment do ministro. Mendes não concorda com o afastamento de Renan Calheiros sem que os outros ministros da Corte pudessem opinar.

O ministro da Corte Suprema disse que as palavras de Gilmar Mendes não merecem comentários. "Eu não posso acreditar que ele tenha falado isso", disse Mello. #Michel Temer #Política