Nessa sexta-feira, 16, a internet conheceu uma #entrevista da TV do Catar, Al Jazeera, onde #Dilma Rousseff foi a entrevistada. Para quem esperava mais uma entrevista em que o entrevistador obteve informações através de sites partidários e que a conversa se resumiria em falar do “golpe”, acabou se surpreendendo.

Com bastante segurança e visivelmente incomodado com a falta de nexo das palavras de Dilma, que ora nega algo, ora confirma, o repórter questionou se ela era cúmplice, por confirmar o desvio bilionário da Petrobras ou se era incompetente por não perceber que todos a sua volta, estavam envolvidos em corrupção com a estatal.

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Dilma respondeu que não negava, mas que também não julgaria seus companheiros, pois não é o seu papel julgar os outros. Em determinado momento da conversa, Dilma cai em contradição e julga Michel Temer: ‘Ele é um traidor’.

A entrevista completa foi ao ar na noite dessa sexta-feira, 16. Assista agora ao trecho onde o repórter desafia Dilma:

Dilma x Temer

Embora muitos executivos misturem realidades com ficção em suas delações, a fim de tentar diminuir o máximo possível suas penas de reclusão, caso o atual presidente Michel Temer, venha a ser afastado, seja por impeachment, cassação ou renúncia, engana-se quem pensa que haverá uma nova eleição direta. A lei deixa bem claro que nesse caso, a eleição é indireta e não tem como mudar isso. Tirar Michel Temer é permitir que o Congresso escolha quem desejar para representá-los.

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Essa semana uma comissão no Congresso rejeitou uma proposta de novas eleições em 2017 e o motivo não foi o apoio ao presidente Temer, mas sim pelo fato de que, novas eleições implicam eleições gerais, com renovação do Congresso. Como a maior parte dos parlamentares sabem que não conseguirão se reeleger, e notaram isso com os escândalos de corrupção e com o resultado das eleições municipais, não é interessante para nenhum deles ver seu mandato encurtado. Se mudar essa realidade não é possível, pelo menos até parte significativa dos eleitores se esquecerem dos “personagens” da atual crise política, no mínimo, é viável aguardar o termino dos cargos, em 2018. #É Manchete!