Agora, com o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do #Senado Federal, o seu vice petista Jorge Viana (PT-AC) busca travar a votação sobre a PEC do teto de gastos do #Governo. Na última segunda-feira (05), a bancada petista se reuniu para discutir e determinaram que não pretendem avançar com as votações até que, Renan Calheiros, que se tornou réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já esteja com a situação "resolvida".

A justificativa do vice, que agora é o novo presidente do Senado, é de que a “precariedade institucional” não permite que a continuação da votação da Proposta de Emenda à Constituição. A estratégia do PT é conseguir mais tempo para a votação, sendo assim, Jorge Viana não daria explicações de que é contrário a ideia da PEC.

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O setor legislativo entrará de férias no próximo dia 16.

Jorge Viana avaliou que o momento atual é muito grave devido a crise política e econômica do país, e ele enfatiza que é preciso "cautela".

Renan Calheiros réu e manifestações

Renan Calheiros foi afastado do Senado após se tornar réu pelo STF por crime de peculato. O peemedebista recebeu uma ação do partido Rede avaliando que ele não teria condições de chefiar o senado. Manifestações populares também pediram o afastamento de Renan, pessoas foram as ruas com o intuito de apoiar as investigações das operações da Lava Jato e pedir "fora" para o presidente do Senado. Cerca de 18 estados receberam nas ruas milhares de manifestantes que demonstravam com placas que desejam o "fim da #Corrupção". Além de Calheiros, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também foi alvo nos protestos.

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A tentativa de Renan colocar em votação de urgência o projeto de lei do abuso de autoridade foi um dos motivos que levaram a sociedade para as ruas. A situação está colocando o Palácio do Planalto em alerta, mesmo não sendo o alvo principal de protestos.

Nesta próxima quarta-feira (07), a ministra Cármen Lúcia e presidente do STF poderá colocar em votação a liminar que afastou Renan do Senado.