Três delatores da #Odebrecht, Marcelo Odebrecht (ex-presidente da empreiteira), Alexandrino Alencar (ex-diretor de Relações Institucionais) e Paulo Melo (ex-diretor superintendente) confirmaram em depoimento à Polícia Federal que realmente a empreiteira comprou um terreno na cidade de São Paulo visando à construção do Instituto #Lula. Na documentação, a Odebrecht teria inscrito o nome da DAG Construtora, mas na verdade, segundo os delatores, quem financiou a compra do imóvel foi a Odebrecht.

O depoimento á Policia Federal foi na semana passada, mas a informação foi divulgada nesta quarta-feira 921) pelo no jornal Folha de São Paulo. A construção do Instituto seria na Rua Dr.

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Haberbeck Brandão, 178, na região de Indianópolis. Inicialmente, a ideia dos administradores da empreiteira era dividir os custos com outras empresas que aderiram ao esquema de pagamento de propinas a construção do novo e moderno Instituto Lula. Dessa forma, aconteceria uma divisão de despesas entre os envolvidos.

Sérgio Moro aceita denúncia

Os delatores ainda forneceram aos promotores que atuam na Lava Jato outra importante informação. Segundo eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua esposa, Marisa Letícia, foram até o local do terreno onde seria construído o prédio para avaliar e aprovar o projeto. Porém, ambos não gostaram do que viram e a construção então foi cancelada. Paulo Melo, então, ficou encarregado, a mando de Marcelo Odebrecht, de encontrar outros imóveis para futuramente, mostrar novamente a Lula e sua esposa.

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O juiz da Operação Lava Jato em 1ª instância, Sérgio Moro, aceitou a denúncia feita pelos delatores e afirmou que, mesmo não sendo concluída a obra, a acusação feita pelos delatores se trata de crime de #Corrupção. Na semana passada, Moro já havia aceitado a denúncia contra o ex-presidente Lula, tornando o ex-presidente réu pela quinta vez na Justiça, sendo três vezes em três processos da Operação Lava Jato, um no processo da operação Zelotes e um da Operação Janus.

Outro lado

Sem nota enviada a Folha, a assessoria de imprensa de Lula disse que o ex-presidente sempre agiu dentro da lei e que não comenta “suposta delações”. Ainda afirmou essas supostas delações não se caracterizam como provas diante da Justiça.