O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), viveu momentos difíceis em sua pequena cela, em Curitiba. No sábado (17), ele foi transferido de volta para Bangu 8, presídio que fica na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ao chegar no presídio, foi recebido com muitas vaias e protestos de pessoas que foram visitar os presos no Complexo de Gericinó. De acordo com informações, algumas pessoas soltaram fogos e levaram um bolo para a porta da cadeia.

O retorno de Cabral para o Rio de Janeiro foi autorizado pelo desembargador Abel Gomes. No último dia 10, Marcelo Bretas, juiz da 7° Vara Federal Criminal do Rio, pediu para que o ex-governador fosse para Curitiba após ficar sabendo que ele recebeu visitas irregularmente.

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Quando estava em Curitiba, Cabral tentava criar coisas para que o tempo pudesse passar. Ele dividiu seu tempo entre limpar o chão, o vaso sanitário e ler jornais em sua pequena cela.

Vida de luxo

A vida de luxo acabou. Os restaurantes caríssimos que faziam parte do cotidiano do ex-governador agora são passado. A comida dele no presídio é arroz, um tipo de carne, feijão, ovo e salada. Quem quiser levar um chocolate para ele, a polícia autoriza.

Ele ainda está se adaptando com a nova vida e mesmo estando bem de saúde, a falta de ânimo e grande tristeza toma conta dele. Ao receber visitas dos seus filhos, Cabral ficou muito emocionado, mas um pouco incomodado por ter que recebê-los no parlatório (local onde os presos falam com seus familiares através do telefone, sem qualquer contato físico).

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A visita de seus filhos deixou ele mais animado, que depois foi tomar banho de sol por quase uma hora.

Segundo informações, Cabral chora muito e as vezes participa de um culto evangélico no presídio para poder melhorar.

Solitário

O ex-governador permaneceu sozinho na cela, em Curitiba, propositalmente. A Polícia Federal queria evitar que ele tivesse contato com o empresário Marcelo #Odebrecht, seu grande delator e com Benedicto Junior, ex-presidente da empresa. Conforme a delação do empreiteiro, a empresa repassou propina para Sérgio Cabral. #Corrupção #Polícia Federal